Mato Grosso

Três envolvidos em furto de veículos de concessionária em Várzea Grande são presos

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Mato Grosso

Da Redação

Três membros da organização criminosa envolvida no roubo e receptação dos veículos de uma concessionária em Várzea Grande tiveram mandados de prisão cumpridos pela Polícia Judiciária Civil, em ação realizada pela Divisão de Roubos e Furtos, Divisão de Homicídios e 1ª Delegacia de Polícia de Cáceres (228 km a Oeste de Cuiabá).

As ordens de prisão preventiva foram cumpridas contra os suspeitos, J.B.O, conhecido como “Barriga”, G.S.F. e J.M.F., por envolvimento em crimes de receptação e associação criminosa.

A ação criminosa ocorreu na madrugada de 21 de outubro em uma empresa localizada no bairro Construmat, em Várzea Grande, quando criminosos invadiram a empresa e subtraíram 16 veículos. No mesmo dia, as forças policiais localizaram os primeiros veículos.

A Polícia Militar encontrou os carros nos bairros Parque Atalaia, Jardim Humaitá, Jardim União e Parque Cuiabá, em Cuiabá, e no bairro da Manga, em Várzea Grande. Os outros seis foram localizados pela Polícia Civil em Cáceres e Barra do Bugres.

Em Cáceres, os veículos foram localizados em uma residência no bairro Rodeio, sendo constatado em investigação, que o imóvel foi alugado pelos três suspeitos. Diante das evidências, foi representado pelos mandados de prisão contra os envolvidos, os quais foram decretados pela Justiça.

No momento da prisão, o suspeito J.B.O. fez várias ameaças aos policiais que davam cumprimento a ordem judicial, dizendo que “a prisão não ficaria barata e que ele tomaria providências de dentro da cadeia”.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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