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TJMT avança em projeto para mapear competências e fortalecer gestão de pessoas

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Entender as necessidades das unidades, reconhecer talentos internos e planejar o futuro da instituição de forma mais estratégica. Esses são alguns dos objetivos das oficinas de mapeamento de competências e dimensionamento da força de trabalho realizadas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT).

A iniciativa integra um projeto desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA) e busca levantar, de forma técnica e participativa, quais competências são necessárias para o desempenho das atividades nas diferentes áreas do Judiciário mato-grossense.

Nesta etapa, o foco está voltado às unidades da área finalística do Poder Judiciário. O trabalho reúne servidores(as), magistrados(as) e especialistas em encontros conduzidos pelo Laboratório de Gestão do Comportamento Organizacional (Gestcom), da UFPA.

A gestora do Núcleo de Desenvolvimento Organizacional e de Pessoas, Mariely Carvalho Steinmetz explica que o projeto vem sendo realizado em ciclos e contempla tanto as áreas administrativas, quanto as unidades judiciais.

“O mapeamento foi dividido entre unidades administrativas e unidades judiciais da área finalística. Agora estamos começando o mapeamento do que é considerado área finalística do Poder Judiciário”, destacou.

Mapear e desenvolver

Mais do que identificar funções e atividades, o projeto busca compreender quais habilidades, conhecimentos e comportamentos são essenciais para o desenvolvimento das atividades dentro de cada setor. A proposta é fazer um diagnóstico que auxilie o Tribunal na construção de estratégias voltadas à capacitação, desenvolvimento profissional e organização da força de trabalho.

Segundo a professora adjunta da Faculdade de Psicologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UFPA, Camila Carvalho Ramos, o contato direto com os servidores é fundamental para que o levantamento reflita a realidade das unidades.

“Esta é uma fase em que estamos em contato direto com os servidores e servidoras do TJMT, com o objetivo de mapear e definir o perfil profissional necessário para atuar nas diferentes áreas. A partir desse perfil de competências, conseguimos estruturar estratégias para a área de gestão de pessoas”, afirmou.

Construção coletiva

As oficinas também estimulam a construção coletiva e a participação ativa dos servidores no planejamento institucional. Para o analista judiciário Waldir Roque Piazzi da Silva, o trabalho ajuda a tornar mais claras as atribuições e competências necessárias em cada unidade.

“Quando você define a competência de cada unidade e de cada cargo, você define o que aquela pessoa precisa ter para desempenhar bem aquele papel”, pontuou.

O assessor jurídico Jean Marcel de Almeida Barros ressaltou que o projeto representa uma ferramenta estratégica para fortalecer a gestão de pessoas e contribuir diretamente com os objetivos institucionais do Tribunal.

“Eu acredito que essa é uma ferramenta estratégica, capaz de integrar a gestão de pessoas e a valorização do capital humano ao planejamento estratégico do Tribunal de Justiça. Por isso, essa capacitação e essas oficinas são tão importantes, tanto para os servidores quanto para a instituição, porque contribuem para o desenvolvimento das equipes e para o fortalecimento do trabalho realizado pelo Judiciário”, destacou.

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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Mutirão leva dignidade e novas oportunidades a pessoas em situação de vulnerabilidade

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Vista ampla sob tenda branca com várias cadeiras ocupadas por pessoas em uniformes verdes e amarelos. Há mesas de atendimento e veículos brancos estacionados ao fundo.Com foco na inclusão social e no acesso a direitos, o Mutirão PopRuaJud – Dia D do Trabalhador disponibilizou nesta quinta-feira (14), na sede da Fundação Nova Chance (Funac), em Cuiabá, uma série de serviços gratuitos destinados à população em situação de vulnerabilidade.

Ao longo do dia, foram ofertados atendimentos de saúde, vacinação, emissão de documentos, orientação jurídica, vagas de emprego, cursos profissionalizantes, além de serviços como consulta com optometrista (que produz lentes para óculos), corte de cabelo, testes rápidos de doenças e palestra sobre empreendedorismo. A proposta foi concentrar, em um único local, tudo aquilo que muitas vezes é de difícil acesso para essa população.

Mulher loira de blusa escura e colar de pérolas fala ao microfone da A diretora executiva da Funac, Beatriz Dziobat, destacou que a ação representa muito mais do que prestação de serviços. “Hoje é um marco. Conseguimos reunir diversas instituições para que o trabalhador tenha acesso facilitado a tudo: vacinação, assistência social, vagas de emprego… É um dia pensado para aproximar essas pessoas das oportunidades e mostrar que existe uma rede pronta para acolher e ajudar”, afirmou.

Ainda segundo Beatriz, a integração entre as instituições é essencial para o sucesso da iniciativa. “É essa parceria que faz o trabalho fluir. A gente encaminha, recebe encaminhamentos e amplia o alcance do atendimento.”

Homem de traços orientais e cabelos grisalhos veste camisa polo branca e fala para um microfone da TV Justiça em um corredor iluminado com pessoas ao fundo.A participação do Poder Judiciário também foi ressaltada como fundamental para garantir segurança e acesso à cidadania. O coordenador do Comitê Multinível, Multissetorial e Interinstitucional para a Promoção de Políticas Públicas às Pessoas em Situação de Rua (CMMIRua-PJMT), desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira enfatizou que a presença institucional fortalece o resgate da dignidade.

“O Judiciário precisa estar presente. Quando falamos de sistema prisional e de reinserção social, estamos falando de cidadania. Muitos saem do sistema sem apoio e acabam em situação de rua. Precisamos atuar desde a prevenção até o acolhimento, garantindo condições reais de recomeço”, pontuou.

Mulher de camiseta azul marinho e crachá gesticula à frente de uma tela de TV que exibe uma apresentação sobre formalização de negócios. Ambiente de sala de aula.No campo jurídico, o defensor público Márcio Bruno Teixeira Xavier de Lima destacou a importância do atendimento próximo dessa população. “A Defensoria atua há mais de cinco anos junto à Fundação Nova Chance, atendendo especialmente pessoas em regime aberto e semiaberto. Estar aqui permite oferecer um serviço mais célere e eficiente, ajudando a resolver pendências e facilitando o acesso a direitos básicos, como o trabalho, que é essencial para evitar a reincidência”, explicou.

Além do acesso ao emprego formal, o evento também abriu portas para o empreendedorismo. A analista de inclusão produtiva do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Danielle de Jesus Silva Rodrigues, ressaltou a importância de estimular novas possibilidades de geração de renda.

“Estamos aqui para mostrar que é possível empreender a partir das habilidades de cada um. Muitas vezes há dificuldade de inserção no mercado formal, mas existem inúmeras oportunidades para gerar renda e transformar vidas. Nosso objetivo é abrir horizontes e orientar esse público”, afirmou.

Homem pardo de cabelo curto, vestindo camisa polo preta com brasão e a sigla CGE. Ele fala diante de um microfone da TV Justiça. Ao fundo, pessoas com uniformes verdes e amarelos.Histórias como a de Eduardo Getúlio da Cunha mostram, na prática, o impacto desse trabalho. Após seis anos no sistema prisional, ele encontrou na Fundação Nova Chance o apoio necessário para recomeçar. Hoje, trabalha na Controladoria Geral do Estado e cursa Ciências Contábeis.

“Aqui é uma porta para quem quer mudar de vida. Foi assim comigo. Eles me orientaram, me deram oportunidade. Hoje estou trabalhando, estudando e construindo um futuro diferente. É possível, sim, recomeçar”, relatou.

Para Eduardo, ações como o mutirão representam o primeiro passo para muitos que ainda buscam uma nova chance. “Quem vem aqui encontra apoio, orientação e oportunidade. Depende da pessoa querer mudar, mas o caminho existe”.

Mulher de camiseta verde e óculos atende homem de camiseta preta em mesa com computador. Ela usa teclado e mouse enquanto conversam em um ambiente de escritório iluminado.O Mutirão PopRuaJud foi promovido com apoio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Poder Judiciário de Mato Grosso, Secretarias de Estado de Saúde, de Assistência Social e Cidadania e de Justiça, Secretarias Municipais de Saúde, da Mulher e de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Sesi e Sebrae.

Autor: Ana Assumpção

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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