Economia
Várzea Grande celebra 159 anos com desfile cívico-militar dedicado à força e ao protagonismo feminino
Economia
Várzea Grande comemora hoje, sexta-feira (15), seus 159 anos de emancipação político-administrativa com a realização do tradicional Desfile Cívico-Militar, que neste ano terá como tema central o protagonismo feminino. A programação começa às 16h, na Avenida Couto Magalhães, e promete reunir centenas de participantes entre estudantes, representantes das forças de segurança e a população várzea-grandense.
Organizado pela Prefeitura Municipal, o desfile reforça os valores cívicos, culturais e históricos da cidade, destacando a contribuição das mulheres para o desenvolvimento social, econômico e cultural de Várzea Grande. As apresentações das unidades escolares irão abordar a força feminina e a importância das mulheres na formação da identidade do Município.
Ao todo, 12 escolas municipais participarão do evento, sendo que cinco delas irão se apresentar com fanfarras, levando música, coreografias e manifestações culturais ao público. A expectativa é de que o desfile atraia famílias e moradores para celebrar mais um aniversário da cidade em clima de união e valorização da história local.
A programação contará ainda com a participação de instituições militares e forças de segurança pública, entre elas o Exército Brasileiro, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Marinha do Brasil, Aeronáutica, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), fortalecendo o caráter cívico e tradicional da celebração.
Durante o evento, a prefeita Flávia Moretti atenderá a imprensa em um espaço reservado aos profissionais de comunicação, instalado ao lado do palco oficial das autoridades.
O encerramento do desfile ficará por conta da Guarda Municipal de Várzea Grande e da Banda Municipal “Manoel Teixeira de Oliveira”, encerrando as festividades com apresentações que simbolizam o orgulho, a cultura e o espírito comunitário do povo várzea-grandense.
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Economia
Orçamento de 2027 limita reajuste real de servidores públicos
A estimativa de déficit primário em R$ 52 bilhões em 2026 fez o governo federal propor, em 2027, um gatilho para o crescimento das despesas com servidores públicos. Os pagamentos não poderão crescer 0,6% acima da inflação.

A medida consta do projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, enviado nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional.
Instituído pelo Artigo 6 do arcabouço fiscal, o mecanismo é acionado quando o governo registra déficit primário, resultado negativo nas contas do governo sem os juros da dívida pública. Como houve resultado negativo em 2025 e há previsão de novo déficit em 2026, a limitação deverá valer para 2027.
O gatilho só poderá deixar de ser aplicado quando as contas públicas voltarem a registrar superávit primário.
Limite aos salários
Pela regra, enquanto houver déficit primário até 2030, as despesas com pessoal não poderão crescer mais de 0,6% ao ano acima da inflação. O limite abrange gastos com servidores ativos, aposentados e pensionistas, mas não abrange o pagamento com sentenças judiciais, nas quais estão incluídas os precatórios.
Na prática, a regra impede que o governo conceda, em 2027, reajustes que representem ganho real para o funcionalismo federal, caso as contas permaneçam no vermelho.
Como funciona
O déficit primário ocorre quando as receitas do governo ficam abaixo das despesas, sem considerar o pagamento de juros da dívida pública. Já o superávit primário acontece quando as receitas superam as despesas, também sem levar em conta os juros.
O arcabouço fiscal, aprovado em 2023, estabelece que o crescimento das despesas deve corresponder a até 70% da alta das receitas, respeitado o limite de 2,5% ao ano acima da inflação.
No fim de 2024, o Congresso aprovou novas regras para reforçar o controle das contas públicas. Entre elas está a restrição a incentivos e benefícios tributários em caso de déficit primário, além do limite para o crescimento das despesas com pessoal.
Acordo com categorias
A restrição ocorre após o governo ter firmado, em 2024, acordos salariais com a maior parte dos servidores do Executivo federal. As negociações contemplaram reajustes para 2025 e 2026 e reestruturações de carreiras.
Na época, o governo informou que os acordos alcançavam 98,2% dos servidores federais. A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, afirmou que as negociações garantiriam a reposição da inflação durante o mandato, além de ganho real para as categorias.
Com a nova limitação fiscal, porém, o espaço para novos aumentos acima da inflação em 2027 fica reduzido enquanto o governo permanecer em situação de déficit primário.
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