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Várzea Grande celebra 159 anos com desfile cívico-militar dedicado à força e ao protagonismo feminino

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Várzea Grande comemora hoje, sexta-feira (15), seus 159 anos de emancipação político-administrativa com a realização do tradicional Desfile Cívico-Militar, que neste ano terá como tema central o protagonismo feminino. A programação começa às 16h, na Avenida Couto Magalhães, e promete reunir centenas de participantes entre estudantes, representantes das forças de segurança e a população várzea-grandense.

Organizado pela Prefeitura Municipal, o desfile reforça os valores cívicos, culturais e históricos da cidade, destacando a contribuição das mulheres para o desenvolvimento social, econômico e cultural de Várzea Grande. As apresentações das unidades escolares irão abordar a força feminina e a importância das mulheres na formação da identidade do Município.

Ao todo, 12 escolas municipais participarão do evento, sendo que cinco delas irão se apresentar com fanfarras, levando música, coreografias e manifestações culturais ao público. A expectativa é de que o desfile atraia famílias e moradores para celebrar mais um aniversário da cidade em clima de união e valorização da história local.

A programação contará ainda com a participação de instituições militares e forças de segurança pública, entre elas o Exército Brasileiro, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Marinha do Brasil, Aeronáutica, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), fortalecendo o caráter cívico e tradicional da celebração.

Durante o evento, a prefeita Flávia Moretti atenderá a imprensa em um espaço reservado aos profissionais de comunicação, instalado ao lado do palco oficial das autoridades.

O encerramento do desfile ficará por conta da Guarda Municipal de Várzea Grande e da Banda Municipal “Manoel Teixeira de Oliveira”, encerrando as festividades com apresentações que simbolizam o orgulho, a cultura e o espírito comunitário do povo várzea-grandense.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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Segurança alimentar exige esforço coletivo e articulação

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Produtores da agricultura familiar e líderes de cozinhas solidárias comemoram o Dia Mundial da Alimentação, nesta sexta-feira (16), com a certeza de que é possível manter o Brasil fora do Mapa da Fome por meio do esforço coletivo.

Em julho deste ano, a Organização das Nações Unidas reafirmou que o país manteve abaixo de 2,5% o percentual da população subnutrida nos últimos três anos.

Isso foi possível graças ao trabalho de pessoas como dona Maria do Cerrado, liderança comunitária à frente da Cozinha Solidária Cantinho da Vovó, em Brasília, que alimenta mais de 800 pessoas em situação de vulnerabilidade.

Três vezes por semana, dona Maria e outros 37 voluntários se revezam na separação, no armazenamento e no preparo dos alimentos, na arrumação das mesas e na recepção daqueles que chegam em busca não só de alimento, mas também de acolhimento.

Dona Maria diz que muitos problemas familiares e até mesmo casos de violência são solucionados em volta da mesa.

“É o momento em que a gente se aproxima para conversar aqui dentro desse espaço que alimenta, onde a gente cultua o alimento como sagrado, como cura. Por isso, é feito com muito zelo”, diz.

O lugar também entrega 200 cestas básicas às famílias mais vulneráveis cadastradas. Tudo isso só foi possível depois que a Cozinha Solidária Cantinho da Vovó passou a receber frutas, verduras, legumes e hortaliças diretamente de produtores como Hosana Alves do Nascimento.

Filha de agricultores familiares, ela conseguiu transformar uma área urbana em São Sebastião, cidade-satélite do Distrito Federal, em um sistema agroflorestal que produz culturas de curto prazo, como hortaliças, verduras e raízes, junto com árvores frutíferas e oleaginosas.

“Como é uma área pequena, então a gente otimizou para dar muita coisa. A nossa produção é considerada agroecológica, porque não usa veneno”, diz.

A articulação entre a produtora e a cozinha que oferece o alimento final ocorreu por meio do Programa de Aquisição de Alimentos, política pública do Ministério do Desenvolvimento Agrário que compra os alimentos e os fornece às cozinhas solidárias. Estas, por sua vez, integram outra política pública, do Ministério do Desenvolvimento Social, voltada ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar.

Segundo Lilian Rahal, secretária de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social, a criação desse elo entre diferentes pessoas permite que o alimento chegue a quem precisa.

“Essa parceria faz com que nós consigamos entregar comida de verdade, alimentos produzidos pela agricultura familiar, alimentos saudáveis, em regiões onde nem sempre o Estado consegue estar presente por meio da sua institucionalidade”, diz.

Além de garantir alimentos saudáveis, a articulação entre diferentes atores sociais também permite oferecer uma maior variedade de alimentos a quem precisa.

Hosana, que sempre conheceu diferentes alimentos por causa de sua experiência com o cultivo, nem imaginava que muitas pessoas não tinham acesso sequer aos mais comuns.

“Em uma das entregas, um menininho perguntou à mãe: ‘Nós vamos comer melancia?’ Aquilo me doeu por dentro, de a criança não ter acesso a uma simples melancia”, conta a produtora.

A ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, lembra que esse trabalho de enfrentamento à insegurança alimentar começou quando o Brasil ainda estava no Mapa da Fome e partiu da própria sociedade civil, “que se organizou durante a pandemia e criou esses espaços da cozinha solidária”.




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