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Sistema de iluminação do viaduto Murilo Domingos passa por período de testes

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No total, a parte superior do elevado conta com 34 postes instalados e a outras 32 luminárias na inferior

A Secretaria Municipal de Obras Públicas iniciou o período de testes da iluminação do viaduto Murilo Domingos, na Avenida Manoel José de Arruda (Av. Beira Rio). Desde o início deste mês de abril, já é possível notar, no período noturno, as lâmpadas ligadas periodicamente, para que a equipe faça o trabalho de observação do funcionamento dos equipamentos e os devidos ajustes, caso necessário.

O procedimento é fundamental para assegurar que, após a entrega da obra à população, todo o sistema opere de forma 100% satisfatória. A iluminação da estrutura é feita por lâmpadas do tipo LED que, além de mais econômicas, também são responsáveis por dar maior claridade aos locais em que são utilizadas. No total, a parte superior do elevado conta com 34 postes instalados e a outras 32 luminárias na inferior.

“Uma boa iluminação não só valoriza o visual da estrutura como também garante a segurança aos milhares de condutores que transitarão pela estrutura. Por isso, o prefeito Emanuel Pinheiro determinou que fossem utilizados os equipamentos mais modernos. São cerca de R$ 14 milhões investidos em uma obra que dará mais fluidez em uma região extremamente movimentada”, comenta o vice-prefeito e secretário de Obras Pública, José Roberto Stopa.

Além do trabalho na iluminação, também está em execução a pavimentação das pitas dos viaduto, que deve ser finalizado nas próximas semanas. Outro serviço em andamento é o de edificação das cabeceiras que fazem a ligação entre a estrutura e a Avenida Beira Rio. Na cabeceira nº 2 (sentido da Avenida Fernando Corrêa da Costa — UNIC), a pavimentação também já está em andamento.

Já na nº 1 (sentido UNIC – Fernando Corrêa da Costa), o processo de reforço do solo, iniciado em dezembro de 2020, foi concluído e agora é efetuado o aterramento e compactação do terreno. A medida foi adotada após ser constatada a necessidade de substituir o terreno por um de melhor qualidade, assegurando que o aterro das cabeceiras seja feito sobre uma base sólida.

O processo foi composto por etapas como retirada do solo impróprio, implantação de 56 estacas raízes, colocação de mantas geotêxteis e telas geogrelhas, revestimento com duas camadas de brita e aterramento com novo tipo de solo. “Esse foi um processo que se fez necessário para garantir uma obra de qualidade e termos a certeza de que a população não terá transtornos após a entrega da obra”, completa Stopa.

O viaduto é batizado de Murilo Domingo em homenagem ao ex-prefeito de Várzea Grande e ex-deputado federal por Mato Grosso, falecido aos 78 anos. Além da atuação política e comercial, exerceu um papel fundamental no campo ambiental. Murilo foi uma das primeiras lideranças políticas a levantar discussões e promover ações concretas de preservação do Rio Cuiabá.

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Promotoria recomenda à Câmara avaliação de conduta de vereador

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande, especializada na Defesa da Probidade Administrativa e do Patrimônio Público, expediu notificação recomendatória à Câmara Municipal para que analise possível repercussão ética e parlamentar envolvendo o vereador licenciado e ex-diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE/VG), Rogério de França Martins.A recomendação foi assinada pela promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello no âmbito do inquérito civil instaurado para apurar a origem, a natureza e as circunstâncias de valores em espécie supostamente recebidos pelo gestor, bem como eventual relação dos fatos com o exercício da função pública e possível prática de ato lesivo ao patrimônio público ou de improbidade administrativa.A investigação teve início após a divulgação de imagens que mostrariam o então diretor-presidente do DAE/VG recebendo quantias em dinheiro e manuseando uma sacola contendo valores em espécie. Segundo a promotoria, o material audiovisual foi juntado aos autos e passou por análise preliminar. Também foram incorporadas ao procedimento informações sobre a existência de investigações relacionadas à autarquia municipal e um áudio que, conforme apurado, teria sido atribuído ao investigado.Na notificação, a promotora de Justiça destaca que, embora enquanto exercia a presidência do DAE/VG, Rogério de França Martins permanecia titular do mandato de vereador, estando apenas licenciado da função legislativa. Por essa razão, a promotoria aponta que os fatos investigados podem ter repercussão no âmbito do decoro parlamentar, matéria de competência da Câmara Municipal.O documento encaminhado ao presidente da Câmara de Várzea Grande, vereador Wanderley Cerqueira, com cópia à Comissão de Ética Parlamentar, recomenda que os elementos reunidos no inquérito civil sejam submetidos ao órgão competente para análise fundamentada sobre eventual violação ao decoro parlamentar e sobre a existência de requisitos para instauração de procedimento ético-disciplinar ou político-administrativo.A promotoria ressalta que a medida não representa antecipação de julgamento sobre a responsabilidade do investigado, mas busca assegurar que o Poder Legislativo exerça sua competência constitucional e regimental para avaliar se os fatos possuem repercussão na dignidade do mandato parlamentar. Conforme a recomendação, cabe à Câmara realizar juízo próprio e fundamentado acerca da necessidade de adoção de providências no âmbito de suas atribuições.O Ministério Público também recomenda que, caso sejam constatados indícios suficientes para atuação da Casa Legislativa, sejam adotadas as medidas institucionais juridicamente cabíveis, observando-se o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, inclusive em eventual processo político-administrativo.A Câmara Municipal terá prazo de 10 dias para prestar informações ao Ministério Público sobre as providências adotadas. Além da resposta formal, deverão ser encaminhados documentos que comprovem o atendimento à recomendação.De acordo com a promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello, o encaminhamento dos elementos já reunidos no inquérito civil tem o objetivo de viabilizar a análise institucional da matéria pela Câmara Municipal e prevenir eventual omissão na apreciação de fatos que podem estar relacionados ao exercício do mandato parlamentar.Foto: Câmara Municipal de Várzea Grande

Fonte: Ministério Público MT – MT



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