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Simpósio do MPMT aborda feminicídio e decisões internacionais

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O segundo dia do simpósio “Por Todas Elas – Direito, Proteção e Responsabilidade” foi realizado nesta sexta-feira (27), em Cuiabá, pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional, como parte da programação do Mês da Mulher. A atividade reuniu membros do Ministério Público para debater a proteção das mulheres, o enfrentamento ao feminicídio e a responsabilização do Estado diante das violações de direitos humanos.A primeira palestra do dia abordou “A lei antifeminicídio e os desafios práticos no Tribunal do Júri” e teve como palestrantes o promotor de Justiça Renne do Ó Souza e a promotora de Justiça Élide Manzini de Campos, sob a presidência do painel da promotora de Justiça Tessaline Higuchi Viegas Devesa Cintra.Durante sua exposição, Renne do Ó Souza destacou os avanços trazidos pela tipificação autônoma do feminicídio e os cuidados técnicos exigidos da atuação ministerial no plenário do júri, especialmente na formulação da denúncia e na narrativa dos fatos. “O feminicídio, como tipo penal autônomo, representa um avanço significativo, não apenas pela exclusão de privilégios que antes atenuavam a pena, mas também por exigir do promotor uma atenção redobrada na construção da acusação, para que nenhuma circunstância relevante fique de fora do julgamento”, afirmou.Na mesma mesa, a promotora de Justiça Élide Manzini de Campos ressaltou a importância da comunicação clara e da compreensão social do crime de feminicídio no Tribunal do Júri, enfatizando o papel do arquétipo do ciclo de violência na formação da convicção dos jurados. Segundo ela, é fundamental contextualizar historicamente a evolução legislativa e social no enfrentamento à violência contra a mulher. “O jurado condena aquilo que moralmente a sociedade não aceita, e no feminicídio é essencial demonstrar esse ciclo de violência, para que fique claro que esse tipo de crime é intolerável e não pode ser naturalizado”, pontuou.A segunda palestra teve como tema “Proteção da mulher e as decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos” e foi presidida pela procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela. A promotora de Justiça Luane Rodrigues Bomfim apresentou uma contextualização sobre o funcionamento do sistema interamericano e o reconhecimento da violência de gênero como um padrão estrutural de violação de direitos humanos nos países das Américas.De acordo com a promotora Luane Rodrigues Bomfim, as decisões da Corte Interamericana não se limitam à responsabilização individual, mas analisam a conduta do Estado diante das violações. “A Corte Interamericana julga a responsabilidade do Estado, avaliando se houve prevenção, investigação adequada e reparação, justamente para romper ciclos de impunidade e proteger efetivamente as vítimas”, destacou.Encerrando as exposições, o professor doutor titular de Direito Internacional da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Valério de Oliveira Mazzuoli, aprofundou a discussão sob a perspectiva do Direito Internacional dos Direitos Humanos, enfatizando a centralidade da vítima e a vulnerabilidade agravada das mulheres.O professor resgatou a evolução histórica da proteção internacional dos direitos das mulheres e a incorporação de conceitos como a interseccionalidade. “Quando a vítima é mulher, especialmente em contextos de vulnerabilidade agravada, o sistema de justiça tem o dever de adotar um olhar mais atento e sensível, reconhecendo que a igualdade formal não é suficiente para garantir a dignidade e a efetiva proteção dos direitos humanos”, afirmou.O evento reafirma o compromisso do MPMT com o fortalecimento das ações de enfrentamento à violência de gênero e do feminicídio. Segundo o coordenador do Ceaf, promotor de Justiça Caio Márcio Loureiro, a formação contínua é essencial para aprimorar a atuação ministerial e promover maior integração entre os profissionais do sistema de justiça.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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Vida Plena disponibiliza mensagens em pontos estratégicos da PGJ

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O Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) – Vida Plena disponibilizou mensagens positivas alusivas à Campanha Abril Verde em quatro pontos estratégicos da Procuradoria-Geral de Justiça, em Cuiabá. As “pílulas” estão em pequenas caixas localizadas no hall de entrada da PGJ, no Espaço Conviver, na entrada ao lado do Banco Sicredi e na recepção do Anexo II. A identificação dos locais é feita por meio de cartazes da campanha.A promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo Vida Plena, Gileade Pereira Souza Maia, conta que a iniciativa tem como objetivo incentivar os integrantes da instituição a se abastecerem de mensagens positivas relacionadas à saúde e à segurança no trabalho. “Com pequenas atitudes inseridas na rotina diária, as ‘pílulas’ da Campanha Abril Verde reforçam a importância da prevenção de acidentes e do cuidado com a saúde no ambiente laboral”, afirmou.As mensagens breves estimulam a atenção plena, a realização de pausas, a correção postural, o respeito aos limites físicos e emocionais, bem como a promoção de relações mais seguras e respeitosas entre os colegas. Ao abordar desde práticas simples como beber água, alongar-se e manter o espaço de trabalho organizado, a ação busca sensibilizar os integrantes do MPMT para o entendimento de que a proteção da vida é construída diariamente.As “pílulas” fazem parte do conjunto de ações desenvolvidas pelo Núcleo Vida Plena ba Campanha Abril Verde, uma iniciativa de alcance nacional voltada à conscientização sobre a importância da saúde e da segurança no trabalho. O movimento mobiliza instituições públicas, empresas e a sociedade em geral com o objetivo de prevenir acidentes e doenças ocupacionais, além de alertar empregadores e trabalhadores sobre a necessidade de promover ambientes de trabalho cada vez mais seguros e saudáveis.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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