Mato Grosso

Setembro Amarelo: Em meio a pandemia, falar é a melhor solução

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação 

O dia 10 de setembro é marcado como o dia mundial de prevenção do suicídio. E apesar de ser um tema forte e delicado, é necessário quebrar tabus e falar sobre a doença mental e outros aspectos que levam as pessoas a cometerem tal ato, principalmente neste ano inesperado em que a recomendação de especialistas é o isolamento social, devido ao novo vírus que surgiu no início de 2020.

Em anos “normais”, os números divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), apontaram que a cada 40 segundos, uma pessoa se suicida no planeta. Por ano, quase 800 mil pessoas em todo o mundo cometem suicídio, que é a segunda maior causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos de idade.

No estado de Mato grosso, de acordo com dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp-MT), o registro de suicídios, em Cuiabá, entre o ano de 2018 e 2019, saltaram de 24, em 2018, para 50 registros em 2019. Houve um aumento de 108,3% entre os respectivos anos. 

E em ano de pandemia, os índice de registros do suicídio se tornam preocupante. Segundo a OMS, nos países de renda alta, já foi reconhecido um vínculo entre suicídio e problemas de saúde mental, como depressão e transtornos de uso de álcool.

Os países das Américas devem expandir e investir em serviços de saúde mental para lidar com os efeitos da pandemia de COVID-19, e a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne, comenta em um trecho de uma matéria divulgada na plataforma OPAS, sobre a importância do apoio à saúde mental. 

“A pandemia de COVID-19 causou uma crise de saúde mental em nossa região em uma escala nunca vista. É a ‘tempestade perfeita’ em todos os países, pois vemos necessidades crescentes e recursos reduzidos para atendê-las. É urgente que o apoio à saúde mental seja considerado um componente crítico da resposta à pandemia”, diz a diretora da OPAS.

Devido ao isolamento social, as ações do CVV (Centro de Valorização da Vida) sofreu algumas mudanças, ajustando seus meios de contato com a população para continuar oferecendo apoio emocional sigiloso e gratuito.

Os atendimentos telefônicos realizados remotamente, passaram de 10% para mais de 60%, neste período, garantindo segurança e saúde aos voluntários. “Nossa prioridade será nas ações online, como palestras e debates”, comentou Adriana Rizzo, voluntária do CVV.

A entidade espera que a adesão ao tema “Setembro Amarelo” seja ainda maior do que nos anos anteriores devido ao aumento das pressões emocionais no isolamento social, medo da doença e perdas decorrentes da Covid-19.

Segundo Adriana, “neste ano, buscar oferecer ajuda tem sido ainda mais importante. Notamos que há muitas pessoas nesse movimento de acolher sem criticar, conversar e compreender os sentimentos daqueles que passam por momentos de tristeza, ansiedade, medo ou sensação de solidão.”

O CVV estimula que, além das atividades do Setembro Amarelo realizadas pelos seus próprios voluntários, a população, empresas, escolas, organizações sociais e poder público se mobilizem e realizem iniciativas de conscientização para reduzir os índices de suicídio no país.

“A campanha é em setembro, mas falar sobre prevenção do suicídio em todos os meses do ano é fundamental!”

Sobre o CVV

O CVV presta serviço voluntário e gratuito de prevenção do suicídio e apoio emocional para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo. Os mais de 3 milhões de atendimentos anuais são realizados por 4.200 voluntários em mais de 120 postos de atendimento pelo telefone 188 (sem custo de ligação),  ou pelo www.cvv.org.br via chat, e-mail ou carta. A entidade realiza também ações presenciais, como palestras, Curso de Escutatória e grupos de apoio a sobreviventes do suicídio – GASS (https://www.cvv.org.br/cvv-comunidade/), frentes essas que geraram 2,8 milhões de contatos em 2019. O CVV é uma entidade financeira e administrativamente independente, mantendo-se por meio de doações de pessoas físicas e jurídicas – para colaborar, acesse https://www.cvv.org.br/colabore.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

Publicados

em


Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA