Mato Grosso

Segurança Pública aumenta frota e supera atrasos com fornecedores

Publicado em

Mato Grosso

Depois de iniciar 2019 com 50% da frota da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) retida pelas locadoras, o governador Mauro Mendes comemorou a entrega de 149 caminhonetes modelos Hillux e Amarok para as forças de segurança. Elas serão acrescidas à atual frota de 2.240 veículos da Sesp, entre próprios, acautelados e locados. A cerimônia de entrega foi realizada na tarde da última terça-feira (19.05), no Palácio Paiaguás, e reuniu prefeitos e parlamentares.

São quase R$ 9 milhões anuais investidos para que essas novas caminhonetes possam atender todos os comandos regionais da Polícia Militar, unidades especializadas da PM, delegacias no interior, os comandos do Corpo de Bombeiros, cinco gerências da Politec no interior, além do Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron).

Governador entrega viaturas para as forças de segurança
Créditos: Tchélo Figueiredo – SECOM/MT

“Nós entregamos hoje as viaturas para serem distribuídas a diversos municípios, contemplados todas as regiões do Estado. É mais uma ação para melhorar a Segurança Pública dentro do programa Tolerância Zero. Esse programa tem diversas ações e iríamos fazer um grande evento este ano lançado o programa, mas em face da pandemia, estamos executando o Tolerância Zero adquirindo viaturas. Hoje é mais um capítulo dessa história para que Mato Grosso seja um estado mais seguro”, destacou o governador Mauro Mendes.  

Em seu discurso, o secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, fez um retrospecto de desde quando assumiu a pasta em 1º de janeiro de 2019 até o momento. “Recebemos uma herança podre, com R$ 614 milhões em restos a pagar, dívida de R$ 30 milhões só com a locação de veículos e depois de uma gestão responsável, reduzimos o espólio negativo para R$ 312 millhões e agora não devemos mais ninguém com prazo superior a 60 dias”.

Bustamante destacou que durante o ano de 2019 recebeu 139 pedidos de novas viaturas feitos por deputados, prefeitos, vereadores, além da sociedade civil organizada, inclusive distritos que sequer dispunham de uma única viatura.

Governador entrega viaturas para as forças de segurança
Créditos: Tchélo Figueiredo – SECOM/MT

Dos 149 veículos, a Polícia Militar recebeu 75 caminhonetes. O comandante geral da PM coronel Jonildo Assis, comentou que esse aporte de recurso logístico, com viaturas 4×4 proporciona um grande ganho operacional para a corporação.

“O Estado é muito grande, tem uma grande zona rural, estradas que não são pavimentadas em que o acesso somente pode ser feito por veículos traçados. Com essa entrega, o Governo do Estado nos proporciona prestar um serviço de maior qualidade à sociedade mato-grossense. Todos os 15 comandos regionais serão contemplados, com veículos para Força Tática, e a Rotam, em Cuiabá”.

Também foram entregues 37 caminhonetes para a Polícia Judiciária Civil, 27 ao Corpo de Bombeiros, cinco para Politec e cinco ao Gefron ligado à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

Uma das cidades que receberá incremento de novas viaturas é Primavera do Leste. O prefeito do município, Leonardo Bortolini, agradeceu ao governo de Mato Grosso pelo investimento. “O governador Mauro Mendes tem sido uma pessoa muito presente em nossa cidade e a através desse ato faz a entrega de duas viaturas, uma ao Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar. Primavera do Leste agradece a atenção e a presença com que o atual Governo do Estado tem identificado com o nosso município”. 

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

Publicados

em


O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA