Economia
Sinop sedia 4º ciclo de formação do Selo Unicef sobre equidade étnico-racial
Economia
A Prefeitura de Sinop sedia, nesta sexta-feira (21), o 4º ciclo de formação do Selo Unicef 2025-2028, com o tema “Resultado Sistêmico 6: Equidade Étnico-Racial nas políticas públicas”. A formação é realizada no auditório da Unifasipe Florença e reúne representantes de 21 municípios da região Norte de Mato Grosso que aderiram à iniciativa.
O encontro tem como objetivo fortalecer a capacidade dos municípios para desenvolver e implementar políticas públicas que considerem as diferentes realidades étnico-raciais e garantam direitos de forma equitativa para crianças e adolescentes.
De acordo com a especialista do Unicef, Aylla Silveira, Sinop é o segundo polo de formação no estado e foi escolhido para reunir os municípios da região Norte. Ela destaca que a discussão sobre equidade étnico-racial é fundamental para que as políticas públicas considerem as diferentes infâncias.
“Essa temática é muito importante porque é quando a gente trata das diferentes diversidades, é quando a gente trata das diferentes infâncias. Tratar de direito pleno para o pleno desenvolvimento das nossas crianças e adolescentes é preciso identificar que elas são diferentes”, afirmou.
Aylla também ressaltou a necessidade de considerar diferentes grupos na elaboração e execução das políticas públicas. “É preciso considerar a população indígena, o povo negro, de terreiro, cigano e todas as outras manifestações presentes nesses municípios para que a gente possa, de fato, prover direitos iguais para que elas cresçam em pleno desenvolvimento”.
A programação é dividida em diferentes etapas, começando pela sensibilização dos participantes, com estudos de casos relacionados a crianças e adolescentes de diferentes idades. No período da tarde, a formação segue com uma etapa técnica de construção conjunta com os servidores, abordando políticas públicas que podem ser implementadas pelos municípios e as formas de apoio oferecidas pelo Unicef. “À tarde, a gente tem um espaço mais técnico de co-construção com esses servidores, onde a gente vai entender as diferentes políticas que os municípios podem estar implementando e como que o Unicef apoia esses municípios com apoio técnico, formação, entre outras coisas”, explicou Aylla.
Sinop como polo regional
Para a secretária de Assistência Social de Sinop, Sinéia Abreu, a realização da formação no município reforça a experiência local com o Selo Unicef e amplia a discussão sobre temas relacionados à proteção e à inclusão social. “Sinop tem o know-how já do Selo Unicef há bastante tempo e a gente faz de tudo. E para sediar agora uma etapa, incluindo vários municípios aqui da região Norte, todos são bem-vindos a essa etapa”, destacou.
Segundo a secretária, a discussão sobre discriminação racial já faz parte das ações desenvolvidas pela Assistência Social. “A assistência social é preocupada com isso”, afirmou, ao defender a ampliação das políticas de inclusão e proteção para garantir atendimento sem discriminação.
A coordenadora de Promoção da Igualdade Racial, Marilene Pereira, destacou que Sinop aderiu ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir) e vem estruturando ações específicas para a promoção da igualdade racial no município. “O município de Sinop, desde a primeira gestão do prefeito Roberto Dorner, fez adesão ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial. O município também foi contemplado com um veículo e todo um equipamento para que pudesse desenvolver políticas públicas de promoção da igualdade racial”, explicou.
Combate ao racismo desde a infância
Representando o Instituto de Negros e Afros (Inegrafros), Zeneide Pereira destacou a importância de levar a discussão sobre igualdade racial para as diferentes etapas da formação de crianças e adolescentes. “Eu acho de suma importância que o Selo Unicef tenha escolhido Sinop como palco para sediar uma temática de tão importância como é a promoção da igualdade racial, trabalhar o racismo e trabalhar o racismo de forma efetiva nas bases, na educação, nas comunidades”, afirmou.
Para Zeneide, o trabalho desde a infância é fundamental para fortalecer o combate ao racismo. “Nós precisamos desse fortalecimento, nós precisamos combater o racismo. O racismo não acabou no nosso país e não acabou no mundo”, concluiu.
Economia
MT abre 21,2% mais pequenos negócios e chega a 508 mil empresas ativas
Mato Grosso registrou crescimento de 21,2% na abertura de micro e pequenas empresas (MPEs) entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. O índice ficou acima da média nacional, de 14,3%. Ao todo, o Estado soma 508.762 micro e pequenas empresas ativas.
Os dados são do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso (Sebrae/MT) e foram divulgados nesta segunda-feira (5), Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa. No país, são cerca de 24 milhões de empreendimentos em funcionamento.
Para a diretora-superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, o avanço mostra a participação dos pequenos negócios na economia dos municípios, com impacto na geração de emprego, renda e novas oportunidades.
“Quando os pequenos negócios passam a integrar esse ciclo de crescimento, o desenvolvimento ganha escala, diversifica a economia e cria novas perspectivas socioeconômicas”, afirmou.
Serviços
Entre os segmentos, o setor de serviços concentra a maior quantidade de MPEs em Mato Grosso, com 259.546 empresas. O comércio aparece em segundo lugar, com 143.525, seguido por construção, com 48.296; indústria, com 44.663; e agropecuária, com 12.732.
Cuiabá lidera entre os municípios, com 166.522 micro e pequenas empresas. Na sequência estão Rondonópolis, com 56.648; Sinop, com 38.902; e Tangará da Serra, com 37.875.
O Sebrae também destaca o avanço do empreendedorismo feminino como parte desse movimento. Segundo Lélia Brun, o fortalecimento da participação das mulheres nos negócios depende de iniciativas voltadas à gestão, liderança e inovação.
Legislação
O crescimento ocorre no ano em que a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar nº 123/2006) completa duas décadas. Criada para reduzir burocracias e facilitar a relação dos pequenos negócios com o poder público, a legislação também estabeleceu um tratamento diferenciado para as empresas de menor porte.
Segundo o Sebrae, antes da legislação, a abertura formal de uma empresa levava, em média, 70 dias. Com a digitalização e medidas de desburocratização implementadas ao longo dos anos, o prazo caiu para menos de 24 horas.
Para o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, a Lei Geral e o Simples Nacional contribuíram para ampliar a formalização e facilitar a entrada de pequenos negócios no mercado. “Em 2006, o Brasil tomou a decisão de que quem começa pequeno não pode ser tratado como grande”, afirmou.
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