Mato Grosso
Segunda fase de operação cumpre 16 mandados contra autores de roubo em Várzea Grande
Mato Grosso
Da Redacao
A segunda fase da operação “Decretados”, deflagrada durante esta semana (25-29.06), pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG) com apoio da Gerência Estadual de Polinter, finalizou com o saldo de 16 mandados de prisão cumpridos contra envolvidos em crimes de roubos e furtos ocorridos no município, sendo um dos presos autuados em flagrante por tráfico de drogas. A operação que visa prevenir e reprimir a prática de crimes contra o patrimônio em Várzea Grande resultou na apreensão de porções de entorpecentes e de objetos de origem ilícita.
Os trabalhos levaram à prisão dos suspeitos, André da Silva Geraldo, Brunos da Silva Gomes, o “Branquinho”; Italo Helbert Correa Denis de Souza; Ademir Lopes; Ivo Amorim Carvalho, o “Bipo”; Louyse Paiva Batista; Jefferson Ferreira Leite; Marcos Antonio da Silva Soares, conhecido como “Totó” (2 mandados); Edivaldo Pereira de Lima, o “Divaldinho”; Jhonatan Barcelos da Silveira, o “Leo Machado”; Luiz Carlos Nunes da Silva, conhecido como “Titico” e Cleiton Jorge da Silva, o “Pequeno” (2 mandados).
Entre os presos, Marco Antonio da Silva Soares e Cleiton Jorge da Silva, são apontados como autores de, pelo menos, três roubos ocorridos no município. Em um dos casos, ocorrido no dia 04 de maio, no bairro Parque Del Rei, a vítima foi um policial militar que teve sua arma, entre outros pertences subtraídos. A dupla também teve a autoria identificada em um roubo ocorrido no dia 19 de nairo, no bairro Nova Várzea Grande e em outro no dia 19 abril no centro da cidade.
De acordo com a delegada, Elaine Fernandes da Silva, Marco Antonio, é considerado de altíssima periculosidade e mesmo possuindo três mandados de prisões preventivas em aberto foi colocado em liberdade no último dia 27 de junho. “Felizmente, através da operação, a Derf-VG conseguiu capturá-lo novamente na manhã desta sexta (29), impedindo que a violência se perpetuasse”, disse a delegada.
Os suspeitos, Leonardo Cosmos Alves da Silva e Bruno da Silva Gomes, tiveram as ordens de prisão decretadas pelos crimes de roubo e associação criminosa, ocorrido no dia 1º de janeiro, quando junto a mais dois comparsas renderam o vigilante do canteiro de obras do VLT, no bairro 23 de setembro, em Várzea Grande. Na ocasião, os criminosos subtraíram diversos pertences dos vigilantes e bobinas e fios de cobre do consórcio VLT.
Além do mandado de prisão, Leonardo também foi autuado em flagrante por tráfico de drogas, receptação e interceptação de comunicações telemáticas. Na casa do suspeito foram apreendidas 166 porções de pasta base de cocaína, apetrechos para fabricação e embalo da droga, objetos furtados e um rádio HT sintonizado na frequencia da Polícia Militar.
Outro preso na operação foi Jhonatan Barcelos da Silveira, identificado como autor de um roubo praticado no dia 13 de fevereiro no Avenida Mario Andreazza. Na ocasião, ele e mais três comparsas “fecharam” o veículo da vítima e apontado uma espingarda calibre 12,subtraíram diversos pertences.
Também com mandado de prisão decretado por roubo, Jefferson Ferreira Leite, foi reconhecido pela atuação no roubo a residência, no bairro Jardim Imperial. No assalto, o suspeito e mais quatro comparsas invadiram a casa e mediante emprego de arma de fogo subtraíram, joias, relógios, celulares, causando um prejuízo de R$ 60 mil à vítima.
Segundo, Elaine Fernandes, a operação visa a repressão a crimes patrimoniais em Várzea Grande e os mandados de prisão foram decretados com base em inquéritos policiais instaurados pela Derf-VG.
“A operação é resultado do comprometimento dos investigadores, escrivães e delegados da unidade, que atuam diuturnamente na identificação e contenção das ações de meliantes contumazes na prática de crimes contra o patrimônio”, destacou a delegada.
Mato Grosso
Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri
Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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