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Secretarias de Estado apresentam relatórios na Assembleia Legislativa

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Da Redação

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Secretaria de Estado Segurança Pública (Sesp) apresentaram, em audiência pública junto à Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária, os relatórios do 1º semestre de 2019 das metas físicas. O evento aconteceu hoje.

De acordo com a secretária-executiva da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Daniela Calmon, a pasta, no 1º semestre de 2019, atingiu a meta em 50% em alguns setores e, em outros, 100%. Segundo ela, alguns resultados foram positivos conforme definidos pelo Ministério da Saúde.

Onde se lançam todos os planos de saúde do Estado, como as ações na área da produção hospitalar, teve um aumento de 9% no quantitativo ambulatorial e de 5% no hospitalar -isso comparado com o mesmo período de 2018.

Um dado preocupante apontado pela secretária foi das ocorrências do Samu. De acordo com Calmon, no primeiro semestre foram registradas 68 mil ligações. Desse total, cerca de 55% eram ligações erradas e outros 8% de trotes; apenas 21% demandaram atendimentos efetivos das ocorrências.

Em relação ao atual Hospital Estadual Santa Casa, que está sob a responsabilidade do governo do estado, Daniela Calmon disse que a previsão orçamentária para a unidade é de R$ 15 milhões mês. O governo já tem garantido R$ 10 milhões, que é recurso disponibilizado pela União e os outros R$ 5 milhões oriundos da receita estadual.

“É um hospital de custo elevado porque trata de atendimento de alta complexidade. Com isso, o objetivo é reduzir o custo que o Estado tem fora de domicílio com esse tipo de tratamento. Hoje, o governo já recebeu um aporte financeiro de três parcelas de R$ 10 milhões para o início dos trabalhos. Mas para o futuro o governo tem que apresentar um plano com todos os procedimentos do custo efetivo da unidade hospitalar”, explicou a secretária.

Vale acrescentar que nesse 1º semestre (janeiro a junho de 2019), o governo do estado fez  repasses de R$ 172,8 milhões aos municípios mato-grossenses. No mês de abril, o governo repassou o maior valor às prefeituras chegando a um montante de R$ 49,4 milhões. Em janeiro, foi de apenas R$ 13,5 milhões.  

O líder do governo na Assembleia Legislativa, Dilmar Dal Bosco (DEM), afirmou que o governo ainda trabalha com dificuldade financeira no caixa para cumprir as metas que foram definidas na Lei Orçamentária Anual (LOA-2019). O grande problema do Estado é em relação a frustração de receita, com um déficit de mais de R$ 1 bilhão.

“O Estado apresenta uma frustração orçamentária de receita na SES, oriunda do governo federal, de quase R$ 200 milhões. A falta desse valor dificulta o governo atender a sociedade. O déficit no orçamento também compromete o governo a cumprir as metas porque não tem recursos suficientes para investir no setor. Isso está explícito em todas as secretarias”, explicou Dal Bosco.

O chefe do núcleo de governo da Secretaria de Estado de Segurança Pública, Alex Santos Costa, afirmou que a pasta é bastante onerosa para o governo. O custeio fica em torno de R$ 300 milhões ao ano para os cofres públicos, desse valor, o dispêndio com contratos é de R$ 270 milhões. “O Estado tem que trabalhar bem a gestão para contemplar a sociedade. Mesmo com pouco recurso houve a redução na taxa de homicídios e de roubos no primeiro semestre em todo o estado”, disse.

Questionado sobre a atual condição de rodagem das viaturas da Polícia Militar, Alex Costas disse que no 1º semestre de 2019 o governo ainda encontrou dificuldades financeiras, mas está atendendo todos os fornecedores. “A frota é uma questão de reajuste da locação dos veículos. O governo está fazendo a gestão da locação efetiva versus a frota, e tentando otimizar a utilização da frota”, disse Alex Costa.   

Ele disse que em 2019, a Secretaria de Segurança Pública está pleiteando junto à Secretaria de Fazenda um orçamento suplementar de R$ 50 milhões. Costa acredita que a Sesp deve ser contemplada com esse recurso extra. “É uma questão de ajuste. Existem muitas demandas represadas, entre elas, a de investimentos”, disse o secretário.         

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Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho

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O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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