Economia
Dólar sobe 0,74% e volta a fechar acima de R$ 5
Economia
Na volta do feriado, o dólar fechou em alta, e a bolsa recuou após os recordes da semana passada. A moeda estadunidense voltou a ficar acima de R$ 5, apesar da queda no exterior.

A bolsa brasileira caiu 1,04%, pressionada por ajustes após as máximas históricas e pelo cenário eleitoral. No mercado internacional, o petróleo fechou sem direção, com o barril internacional recuando e o barril dos Estados Unidos encerrando em alta.
Números do dia
- Dólar à vista: R$ 5,023, (+0,74%)
- Ibovespa: 206.887,52 pontos (-1,04%)
- Petróleo Brent: US$ 105,69 por barril (-0,9%)
- Petróleo WTI: US$ 94,14 por barril (-0,43%).
Dólar em alta
O dólar comercial encerrou a sessão com valorização de 0,74%, cotado a R$ 5,023. Mesmo com a alta, a moeda estadunidense acumula queda de 8,50% em 2026.
A moeda avançou no mercado brasileiro, apesar do movimento contrário no exterior. O índice do dólar, que mede o desempenho da divisa estadunidense diante de uma cesta de seis moedas, recuava 0,34%, aos 102,190 pontos, às 17h05.
No Brasil, os investidores acompanharam as pesquisas eleitorais divulgadas ao longo do dia, em meio à disputa presidencial. O cenário contribuiu para os movimentos do mercado cambial.
O Banco Central cancelou, no fim da manhã, o leilão regular de rolagem de swap cambial (venda de dólares no mercado futuro) que ofertaria 50 mil contratos com vencimento em 3 de novembro. O cancelamento ocorreu em razão de um problema técnico.
Ibovespa recua
O Ibovespa fechou em queda de 1,04%, aos 206.887,52 pontos, após oscilar entre a mínima de 206.146,15 pontos e a máxima de 209.071,98 pontos. O volume financeiro negociado na sessão somou R$ 45,63 bilhões.
O pregão foi marcado por ajustes nas posições dos investidores após o índice atingir recordes históricos na semana anterior, quando superou a marca dos 209 mil pontos.
Além da realização de lucros (venda de lucros para embolsar ganhos recentes), o mercado acompanhou o cenário eleitoral e o desempenho das bolsas internacionais.
Em Nova York, os principais índices tiveram um dia de cautela, com perdas em ações de empresas de semicondutores e repercussão dos resultados trimestrais de grandes bancos norte-americanos. O S&P 500, das 500 maiores empresas, encerrou o dia em queda de 0,02%.
Petróleo sem direção única
Os contratos futuros de petróleo fecharam em direções opostas nesta terça-feira, com investidores avaliando as perspectivas de aumento da oferta russa e as tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Referência para as negociações internacionais, o petróleo do tipo Brent para dezembro caiu 0,9% e encerrou a sessão a US$ 105,69 por barril.
O petróleo WTI para novembro, negociado nos Estados Unidos, subiu 0,43%, para US$ 94,14 por barril.
A commodity oscilou após três sessões consecutivas de alta. No cenário internacional, os investidores acompanharam as perspectivas para a oferta de petróleo russo, os desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia e as tensões envolvendo a Arábia Saudita e os rebeldes houthis, no Iêmen.
Em relatório mensal divulgado nesta terça-feira, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) manteve em 600 mil barris por dia a previsão de aumento da oferta de petróleo de países fora do grupo em 2026. Para 2027, a organização elevou em 200 mil barris por dia a projeção de crescimento da demanda.
* com informações da Reuters
Economia
Exportações à UE crescem 30,7% após acordo com Mercosul
O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia impulsionou em 30,7% as exportações brasileiras para o bloco europeu entre maio e setembro de deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. O dado foi divulgado nesta terça-feira (13) pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante evento em Brasília.

No acumulado de janeiro a setembro, as exportações brasileiras para a UE somaram US$ 44,17 bilhões, um crescimento de 20% em relação aos nove primeiros meses de 2025.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também destacou os resultados do acordo e confirmou que o comércio bilateral entre os países do Mercosul e da União Europeia aumentou mais de US$ 6 bilhões desde a aprovação e a entrada em vigor do tratado.
“As exportações brasileiras tiveram uma alta de 10,4% em 2026. Só o acordo Mercosul-União Europeia, de maio até agora, significou uma expansão de 30% das nossas exportações”, declarou Vieira.
O acordo entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio, após quase 27 anos de negociações entre os dois blocos.
Expansão
Durante o evento, Elias Rosa afirmou que o crescimento das exportações brasileiras não se restringe ao agronegócio. Segundo o ministro, o comércio exterior do país avançou, em média, 10,5%, em um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e pelo aumento de barreiras comerciais.
O ministro também destacou a ampliação das relações comerciais do Brasil com diferentes mercados e atribuiu os resultados à capacidade de expansão das empresas nacionais e à atuação do governo na promoção do comércio exterior.
“É a pungência do setor privado e a capacidade do setor privado de expandir, sobretudo no agro. A missão número um da nova industrialização do Brasil envolve justamente a agroindústria”, afirmou.
Ao comentar as relações com os Estados Unidos, Elias Rosa classificou o momento como “delicado”, mas defendeu a continuidade das negociações diplomáticas.
“Mas não sairemos do diálogo da negociação”, disse.
Novos mercados
O anúncio dos resultados comerciais ocorreu durante cerimônia no Ministério da Agricultura e Pecuária que celebrou a abertura de 700 novos mercados internacionais para produtos agropecuários brasileiros desde o início de 2023.
As aberturas ocorreram em 99 destinos, entre países e blocos econômicos, após autorizações sanitárias para a entrada de produtos brasileiros.
O ministro da Agricultura, André de Paula, comparou o resultado ao registrado na gestão anterior.
“Foram 700 aberturas de mercado contra 241 do governo anterior”, afirmou.
De Paula também destacou o desempenho do agronegócio e as perspectivas para a produção nacional.
“Planejamos chegar a 29% do PIB agropecuário neste ano. A safra 2026/27 deve ter 366 milhões de toneladas”, acrescentou.
Meta
Segundo estimativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o país exportou US$ 5,8 bilhões para os novos mercados abertos desde 2023. A projeção da agência é que as vendas para esses destinos alcancem US$ 80 bilhões nos próximos quatro anos.
André de Paula também afirmou que o Brasil pretende encerrar o ano como o maior exportador mundial de alimentos.
“Exportamos US$ 169 bilhões no acumulado do ano, US$ 2 bilhões abaixo dos Estados Unidos, mas terminaremos o ano como maior exportador de alimentos”, declarou.
O ministro ainda ressaltou os investimentos do governo federal no financiamento da produção rural, incluindo recursos destinados à agricultura empresarial e familiar por meio do Plano Safra.
“Este governo investiu mais de R$ 610 bilhões no Plano Safra atual para agricultura empresarial e familiar. Nos quatro anos de governo Lula, foram investidos mais de R$ 1 trilhão. Isso dá conta da importância que conferimos ao agro brasileiro”, afirmou.
De Paula citou ainda a autorização concedida pela China para a exportação brasileira de miúdos suínos e manifestou expectativa de novas aberturas de mercado para produtos agropecuários nacionais.
-
Esporte5 dias atrásFlaco López marca, Palmeiras vence o Bahia e colar no líder Flamengo
-
Polícia5 dias atrásPL garante atendimento odontológico a crianças, idosos e pessoas acolhidas em MT
-
Esporte5 dias atrásAthletico-PR e Atlético-MG empatam em 2 a 2 no Brasileirão
-
Mato Grosso6 dias atrásRede de enfrentamento à violência doméstica completa quatro anos
-
Esporte6 dias atrásFim da linha: Corinthians demite Fernando Diniz
-
Economia7 dias atrásAneel adia discussão sobre fim de contrato com a Enel em São Paulo
-
Cidades2 dias atrásEsporte nos bairros amplia acesso gratuito a futebol, capoeira e atividades físicas em Cuiabá
-
Economia4 dias atrásBancos começam a devolver R$ 1,3 bilhão a apostadores de bets

