Mato Grosso
Secretaria do Meio Ambiente: Afirma que a tecnologia tem sido uma grande aliada no desmatamento ilegal
Mato Grosso
Da Redação
A tecnológicas têm sido aliadas para reduzir os índices de desmatamento ilegal, com a utilização das informações de forma estratégica para fiscalizar e responsabilizar infratores, afirmou a secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, durante entrevista para o Programa Opinião, na ultima segunda-feira (1º). Mato Grosso utiliza a Plataforma por satélite para monitorar todo o território mato-grossense, e identificar alterações de vegetação quase em tempo real.
“Utilizamos a tecnologia de forma estratégica para monitorar e fiscalizar desmatamentos ilegais em Mato Grosso. Não temos só uma plataforma de monitoramento. O Estado adquiriu o serviço que possibilita o contato imediato por e-mail após o alerta de desmatamento, a autuação dos infratores, retirada dos maquinários que são utilizados, e estamos no campo quando há reincidência. Articulamos com os demais órgãos de controle para não só termos multa administrativa, como a sanção civil e criminal”, observa a secretária.
Mauren Lazaretti conta que só os embargos das áreas – que bloqueiam o uso da área para atividade produtiva -, e as autuações, não promovem o efeito pedagógico. Por isso, outras medidas estão sendo tomadas para mostrar que a criminalidade não compensa, e que o Estado está aplicando a política de tolerância zero aos ilícitos.
O objetivo principal é a mudança de comportamento do infrator, o que não pode ser garantida apenas com o uso da tecnologia, mas sim, associando à gestão eficiente dos órgãos que vão executar esses dados, avalia.
“Desde 2019 o Estado de Mato Grosso defende a utilização da tecnologia para apoiar as ações de fiscalização, e para o combate ao desmatamento ilegal. Mas também utilizamos como ferramenta de transparência para os órgãos de controle, para investidores, e para consumidores. Foram essas mudanças que levaram o Estado à redução de 31,5% dos alertas de desmatamento desde agosto”, explica a gestora.
O Estado conta com a Plataforma de Monitoramento da Cobertura Vegetal adquirida pelo Programa REM, por meio do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), com recursos da Alemanha e Reino Unido. O sistema utiliza a tecnologia da constelação Planet Scope, com mais de 130 satélites que diariamente captam imagens do Estado.
A plataforma está disponível para consulta pública dos alertas de desmatamento e outras mudanças na cobertura da vegetação nativa, como exploração florestal ou degradação pelo fogo, por exemplo. Para acessar clique AQUI.
As informações públicas aumentam a transparência, e permitem que o cidadão possa acompanhar o monitoramento do desmatamento com imagens de alta resolução de todo o território mato-grossense, abrangendo uma área total de 903 mil km².
Redução dos alertas de desmatamento
A política de tolerância zero do Estado também possibilitou a redução dos alertas de desmatamento em 31,55 nos últimos 6 meses, em comparação com o mesmo período do ano anterior. em comparação com o mesmo período do ano anterior. O dado oficial é do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (DETER) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Entre agosto de 2020 e janeiro deste ano houve o alerta de desmatamento para 673 km² no estado, enquanto no ano anterior foi detectado o corte raso de 983 km².
Mato Grosso
Júri condena padrasto por tentar matar enteado de 10 anos
O Tribunal do Júri da Comarca de Tapurah (390 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (21), D.P.N. a 27 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela tentativa de homicídio triplamente qualificado contra o filho de sua então companheira, uma criança de 10 anos de idade. A condenação foi decidida pelo Conselho de Sentença, que reconheceu a materialidade e a autoria do crime. O crime ocorreu em dezembro de 2024, no município de Itanhangá. Conforme apurado durante a instrução processual, o acusado atacou a vítima com um canivete ao final de um dia marcado por episódios de agressividade contra familiares. A criança sobreviveu porque a ação foi interrompida por pessoas que estavam no local e intervieram para conter o agressor.Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e o fato de o crime ter sido praticado contra menor de 14 anos. Também foi aplicada a causa de aumento de pena prevista para crimes cometidos contra descendente, ascendente, irmão, cônjuge, companheiro ou pessoa com quem o autor mantenha vínculo familiar, em razão da relação de padrasto e enteado entre o réu e a vítima.Na sentença, a presidente do Tribunal do Júri, juíza Patrícia Bedin, destacou a elevada reprovabilidade da conduta e as graves consequências sofridas pela criança. Segundo a decisão, a vítima sofreu um corte profundo de aproximadamente 15 centímetros na região do tórax e da axila, lesão que exigiu atendimento hospitalar de urgência e deixou sequelas físicas visíveis, além de impactos emocionais permanentes.Ao fixar a pena, a magistrada também considerou desfavoráveis circunstâncias como os antecedentes criminais do réu e sua personalidade voltada à prática de violência doméstica. A sentença registra que testemunhas relataram histórico de comportamentos agressivos em relacionamentos anteriores, inclusive contra ex-companheiras e filhos delas. A decisão ressalta ainda que a execução do crime esteve próxima da consumação. Conforme consta na sentença, o acusado desferiu um golpe de canivete direcionado ao pescoço da criança, que tentou se defender e acabou atingida no tórax direito. O ataque somente não resultou em morte devido à intervenção imediata de familiares e ao rápido socorro médico prestado à vítima. Violência vicária – o caso também evidenciou uma modalidade de violência doméstica conhecida como violência vicária, caracterizada pela utilização dos filhos como instrumento para atingir emocionalmente a mãe. Durante o processo, ficou demonstrado que o ataque à criança tinha como motivação central causar sofrimento à genitora da vítima, circunstância que fundamentou o reconhecimento do motivo torpe pelo Conselho de Sentença.Para o promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, a condenação representa uma resposta firme do sistema de Justiça diante de casos de violência praticados contra mulheres, crianças e adolescentes.“O Ministério Público de Mato Grosso reafirma seu compromisso permanente no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher e contra a criança e o adolescente, atuando de forma articulada com as forças de segurança, o Poder Judiciário e a rede de proteção para garantir resposta rápida, apuração rigorosa e responsabilização de agressores nesses casos”, afirmou.O réu permanecia preso preventivamente durante a tramitação da ação penal e teve a custódia mantida após a condenação.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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