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São Benedito inicia ‘Visita Virtual’ para aproximar pacientes da UTI Covid-19 aos familiares

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Mato Grosso

Da Redação

Uma  das medidas de biossegurança orientadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) aos hospitalizados por Covid-19 é o veto a visitas. A decisão, embora eficaz, oportuniza aflição e sofrimento psicológico principalmente para os familiares que perdem o vínculo físico com seus entes durante a internação.

Em Cuiabá, o Hospital Municipal São Benedito passou por meio da coordenação de Qualidade e do serviço de psicologia da unidade a ofertar ‘Visita Virtual’ como estratégia para minimizar esse sofrimento aproximando os pacientes de seus familiares.

A ação teve início oficial na tarde desta quinta-feira (16) ao tom de muita comoção entre o paciente V.O, de 54 anos e seus familiares, dentre eles,  sua mãe L.d.O. de 84 após 13 dias sem contato. “Como está linda minha veínha. Oi mãe, estou bem, fica atenta que a qualquer hora receberei alta e vou para casa, os meus companheiros de quartos já foram, só falta eu. Cuida lá das minhas coisas no fogão de lenha, viu. Que eu já estarei de volta em casa”, relatou emocionado.

De acordo com a mãe, V.O percorreu vários hospitais em decorrência de uma lesão na coluna. Nas idas e vindas, sua baixa imunidade podem ter sido uma das causas da contaminação. Para ela, a gratidão de poder ouvir a voz do filho e saber que ele está bem não tem preço. “Foi muito gratificante. Só gratidão por essa iniciativa do hospital. A gente recebe os boletins, mas nada se compara a ver ele e ter certeza de que ele voltará para casa bem”, reforçou a mãe, visivelmente emocionada.

V.O é um dos pacientes que já estão em fase de recuperação avançada e já não necessita de intubação. Entretanto, a psicóloga Rafaela Martins, enfatiza que a iniciativa abrangerá inclusive pacientes graves. Mas, em todos os casos é necessário interesse e agendamento prévio dos familiares.

“A nossa ideia é promover reencontros não apenas desses pacientes que estão em recuperação avançada, mas também aos mais agravados. Afinal, a Covid-19 impossibilita que esses encontros aconteçam pela gravidade da doença e muitos familiares não têm a possibilidade de ver se esse paciente está sendo bem tratado e infelizmente, em casos de óbito de se despedirem de seus entes queridos. Por isso, nossa equipe faz contato com o familiar e caso haja o interesse, estaremos aqui para fazer a Visita Virtual e acolher ambos da forma mais humanizada possível”, disse a psicóloga.

MAIS AÇÕES

A exemplo de outros hospitais Covid-19, os boletins médicos são repassados por meio de ligações das equipes responsáveis pelas internações. Entretanto, de acordo com a coordenadora de Qualidade do São Benedito, Maria de Lurdes Wollinger, a partir da próxima semana, mais iniciativas serão adotadas, visando humanizar também esse momento.

“Infelizmente estamos passando por momentos jamais vistos, onde as equipes médicas estão se doando de forma excepcional para salvar todas as vidas que chegam para nós. Todas essas dedicações aliadas às medidas de biossegurança atrapalham que os boletins médicos sejam repassados com a dedicação que os familiares anseiam. Por conta disso, a partir da próxima semana, passaremos a ofertar também o boletim presencial. Ele será realizado por agendamento e dias específicos, mas é mais uma forma de humanizarmos o acolhimento aos familiares”, finalizou.   

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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