Mato Grosso

Rotam prende quatro e apreende 482 comprimidos de ecstasy e mais de 400 notas falsas de real

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Mato Grosso

Da Redação

Policiais da Rotam, batalhão do policiamento especializado da Polícia Militar, prenderem quatro suspeitos, sendo três homens e uma mulher, e apreenderam 475 comprimidos de ecstasy (droga sintética também chamada de bala) no Jardim Imperial, em Cuiabá.

A ação, que teve o apoio da Força Tática, começou com uma abordagem feita próxima a um posto de combustíveis do bairro. Com o homem (37 anos) do qual os policiais suspeitaram e decidiram abordá-lo foram encontradas as primeiras sete unidades de ecstasy e sete porções de cocaína.

Já na casa dele, onde estavam outras três pessoas, dois homens (30 e 19 anos) e a mulher (de 19), os policiais encontraram 468 comprimidos, 475 cédulas falsas de real, sendo 379 de R$ 50 e 109 de R$ 20. A droga sintética estava dividida em cores, 240 comprimidos da cor vermelha, 235 amarelos e sete verdes.

No local também havia um balança de precisão, uma barra de pasta base de cocaína, três pacotes lacrados com centenas de envelopes para embalagem de droga, relógios, anéis, entre outras joias ou bijuterias de cor dourada.

Todos os suspeitos foram conduzidos à Central de Flagrante do Cisc Verdão, em Cuiabá, e podem responder por tráfico de droga, moeda falsa, associação criminosa, entre outros.

 

 

 

 

 

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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