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Rondonópolis: Sema entrega barco e motor para prefeitura

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Da Redação

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente entregou um conjunto de barco e motor para prefeitura de Rondonópolis. Os equipamentos integram o Kit Descentralização, também composto por máquina fotográfica com GPS integrado e são parte do projeto Mato Grosso Sustentável, com recursos do Fundo Amazônia/BNDES.  O objetivo do programa é equipar municípios descentralizados para aprimorar a gestão ambiental.  

Dos 40 municípios que receberão os equipamentos, 24 já foram entregues na sede da Sema, em Cuiabá, pela Superintendência de Atendimento, Desconcentração e Descentralização. Os outros 16 estão à disposição para serem retirados pelas secretarias municipais. Os kits são essenciais para a fiscalização, controle e conservação do meio ambiente e da fauna aquática e áreas de preservação permanente do Estado.

“Estamos dando continuidade ao trabalho do Fundo Amazônia para fortalecer os municípios do programa Mato Grosso Sustentável.  É muito importante para a descentralização da gestão ambiental. A Sema está se preparando, junto aos municípios, para esse novo período de fiscalização que se inicia com a época da seca que vem pela frente, para que possamos contar como efetivo trabalho contra as queimadas”, afirmou Archimedes Pereira Lima, superintendente de Atendimento, Desconcentração e Descentralização da Sema.

O valor dos 40 barcos e motores é de R$ 570,3 mil e dos GPS com máquina fotográfica de R$ 206,9 mil, com recursos do Fundo Amazônia/BNDES. Dentro do projeto de apoio aos municípios já foram feitas entregas também de motocicletas, impressoras multifuncionais, computadores e trenas.

 

Foto: Sema

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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