Mato Grosso

Rede se reorganiza para dar suporte aos idosos; primeira-dama defende atenção extrema

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Mato Grosso

Da Redação.

Trabalhar para reforçar a autoestima, a saúde mental e pautados pelas medidas de biossegurança contra à Covid19. Seguindo a essas premissas, a  Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, formatou planejamento para atender ao público dos quatro Centros de Convivência dos Idosos mantidos pela Prefeitura de Cuiabá. A tecnologia é uma ferramenta fundamental nesse processo.  No total, mais de mil idosos continuam a receber suporte. A primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro, desde o início da pandemia demonstrou preocupação no atendimento desse público. “Muitos idosos não possuem parentes, moravam sozinhos e necessitavam de maior atenção. Encabeçamos uma campanha de solidariedade e de amizade, para que um vizinho, um amigo, ajudasse no monitoramento. O isolamento social causou grandes impactos e a rede teve de se adequar para garantir que essas pessoas fossem atendidas, mas seguindo as novas recomendações para evirar a disseminação do vírus.

As atividades coletivas nos CCIs estão suspensas em cumprimento ao decreto municipal 7.849/2020 sancionado pelo prefeito Emanuel Pinheiro, no dia 20 de março. “Medidas duras tiveram de ser adotadas para que vidas fossem salvas, mas a Prefeitura de Cuiabá, seus servidores encontraram estratégias para continuar a oferta de serviços, pautados pela humanização e pelo respeito”, declarou o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro.

Como forma de manter o contato com esse público, foram criados grupos de WhatsApp para envio de atividades, para o diálogo com os idosos.

“Essa ferramenta nos ajuda a atender a necessidade de manter o contato com essas pessoas, que se enquadram no grupo de risco, sendo esse um importante canal de envio de orientações, esclarecimentos de dúvidas e saber sobre o estado de saúde de cada assistido”, disse a gerente do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), Cristiane Delmondes.

Participam das atividades remotas 1.137 idosos. “Mesmo aqueles que não estão participando, muitas vezes por falta de intimidade com a tecnologia, o monitoramento é por telefone. Com isso todos recebem atendimento da Prefeitura de Cuiabá. Além dessa ferramenta digital, a coordenação elaborou um cronograma de visitas presenciais, respeitando todas as normas de biossegurança para acompanhar a rotina dos idosos”.

A coordenadora detalha que foi estabelecido cronograma de trabalho, por meio de plantões entre as equipes para oferta da assistência humanizada à população da terceira idade.

“Disponibilizamos ainda uma equipe que fica de plantão nos CCI’s, caso algum idoso ou familiar busque a unidade para uma orientação e/ou para trocar a receita médica.

A rede municipal de atenção aos idosos conta hoje com 1.505 assistidos nas quatro unidades existentes, CCI Padre Firmo, Maria Ignês, João Guerreiro e Aideê Pereira. Os idosos assistidos pelos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) também estão recebendo a mesma forma de atendimento, ou via wattsapp ou por meio de contato telefônico.

Foto: Micheli Alvim

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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