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Promotor avalia que mudanças na lei trarão respostas com mais rigor

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Desde outubro do ano passado, a justiça militar incorporou os crimes previstos em qualquer legislação comum, não apenas os previstos no código penal militar. Entre eles, tortura, abuso de autoridade, organização criminosa e Maria da Penha.  E a eventual condenação de um militar, seja ele Bombeiro Militar ou Policial Militar, nesses crimes, resulta na perda da função. “É muito drástico para vida do policial militar que se vê impulsionado em infração dessa natureza”, disse o promotor de justiça Allan Sidney do Ó Souza.

As mudanças alteraram o Art. 9º da Lei 13.491/2017 e, apesar de recente, é vista com bons olhos pelo promotor. Assim como ele, a maioria dos militares também acredita que ficou melhor. O fato de um policial ser julgado por militares e ser condenado, se for o caso, fortalecerá a instituição. “Há um certo preconceito daqueles especialistas na área do direito militar ou não do direito, melhor dizendo, que dizem que o julgamento será corporativista, será jogando para debaixo do tapete. Mas não é essa a realidade que eu tenho visto na justiça militar, notadamente aqui em Cuiabá, onde já estou há três anos na função de promotor de justiça militar. Eu não vi nenhum caso flagrante de injustiça”, afirmou Allan.

Segundo ele, o julgamento que é feito por militares e também por um juiz de direito, togado, tem tido a resposta necessária às práticas dos ilícitos criminais cometidos por policiais militares. Allan  não vê porque a vinda desses crimes (que antes não eram da justiça militar), possa fazer com que a justiça militar haja de forma diferente. Ele citou um caso recente, de um policial, depois de uma grande investigação ter apontado a participação dele no crime, foi responsabilizado na justiça militar, já em razão da nova lei, pelo estatuto do desarmamento e excluído da corporação.

“Veja, continua da mesma forma, a resposta da justiça militar, seja por crimes do código penal militar ou do código penal da justiça comum. São respostas a altura dos anseios da sociedade”, pontuou.

O promotor de justiça militar, disse ainda, que tem visto que os julgamentos são justos, corretos e na maioria das vezes, com a devida responsabilização criminal do PM ou do BM que infringiu a lei. Aliás, “com até mais êxito do que se as condenações, as responsabilizações fossem na justiça comum”.

Para prevenir ilícitos que por ventura possam vir a ser cometidos por integrantes da instituição Polícia Militar, foi realizado um Workshop pela Corregedoria-Geral da Polícia Militar, no Teatro Zulmira Canavarros, no último dia 27. O promotor foi um dos palestrantes, onde tratou o tema “Crimes contra a administração militar e correlatos, bem como suas consequências extrapenais”.

“É a boa conduta que te leva para frente, que faz você ser reconhecido por todos. E isso depende de um tripé: de cuidar do seu relacionamento com Deus, da base familiar e ter a preocupação com a dimensão disciplinar”, disse o promotor, dirigindo-se à grande plateia com aproximadamente 700 pessoas que prestigiavam o evento. A maioria do público era militares, (oficiais e praças), mas entre eles havia também delegados, secretários do Estado, advogados, estudantes de Direito.

Workshop

Além do tema abordado pelo promotor Allan Sidney do Ó Souza, também foram ministradas palestras sobre “O papel da Corregedoria-Geral na valorização da boa conduta do policial militar por meio do controle disciplina e do exercício de Polícia Judiciária Militar”, pela corregedora-geral da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso, coronel  Ridalva Reis de Souza; “Crimes em tempo de paz – artigo 9º da CPM – e as inovações decorrentes da Lei nº 23.491/2017”, com o promotor de Justiça Militar de Porto Alegre (RS), Adriano Alves Marreiros e “Local de crime: ação integrada para a preservação de vestígios”, com o perito oficial e diretor Metropolitano de Criminalística da Politec, Luiz Carlos Shibassaki de Figueiredo.

Os participantes receberão certificados .

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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