Mato Grosso

Projetos audiovisuais de MT podem se inscrever no Laboratório Latino-Americano de Produção Criativa até 28 de janeiro

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O Laboratório Latino-Americano de Produção Criativa (LA Fuente), que será realizado de 9 a 13 de março de 2026, em Cuiabá, está com inscrições abertas até a próxima quinta-feira (28.1) para projetos de Mato Grosso. Contemplado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) no edital Cinemotion de Formação – edição Lei Paulo Gustavo, a iniciativa oferece uma programação intensiva voltada à direção e produção audiovisual.

A formação é gratuita e destinada a projetos audiovisuais em desenvolvimento, de curta ou longa-metragem, de ficção ou documentário. Ao todo, estão disponíveis 20 vagas, sendo 15 destinadas a projetos de Mato Grosso (Brasil) e 5 para projetos de outros países da América Latina. O prazo das inscrições, que foi prorrogado, contempla apenas as vagas destinadas a Mato Grosso.

Os projetos inscritos devem estar em fase de desenvolvimento e contar com produtor(a) e diretor(a) definidos, sem exigência de filmografia prévia ou histórico de exibição. A seleção será realizada com base em critérios como originalidade, relevância temática, viabilidade de produção e potencial de circulação internacional.

Mais do que um ciclo formativo, a iniciativa reúne profissionais de países latino-americanos, promovendo trocas, parcerias e estratégias de internacionalização. A programação inclui oficinas, consultorias, tutorias artísticas, imersões criativas, pitchings e atividades voltadas ao fortalecimento da produção audiovisual.

Para a produtora e organizadora Giulia Medeiros, o LA Fuente aposta na produção como eixo criativo central dos filmes.

“A proposta do laboratório é olhar para a produção como parte do gesto artístico, conectando intenção, processo e circulação das obras, especialmente em contextos historicamente invisibilizados”, afirma.

Sobre o LA Fuente

O LA Fuente é uma rede latino-americana dedicada ao fortalecimento do cinema independente, reunindo produtoras do Brasil, Haiti, República Dominicana e Colômbia para promover uma indústria mais diversa e conectada aos territórios. A primeira edição do laboratório latino-americano de produção criativa, em 2024, reuniu projetos desses países em imersões criativas e consultorias que consolidaram Cuiabá como ponto de encontro do audiovisual regional.

*(Com informações da Assessoria)

Serviço:
LA Fuente (Laboratório Latino-Americano de Produção Criativa)
Prorrogação das inscrições (MT): 28 de janeiro de 2026
Resultado: 15 de fevereiro de 2026
Laboratório: 9 a 13 de março de 2026
Local: Cuiabá (MT)
Inscrições: www.lafuentecine.com

Fonte: Governo MT – MT



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Evento debate segurança jurídica na era da inteligência artificial

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, na manhã desta quarta-feira (21), o webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial”, reunindo especialistas para discutir os desafios, riscos e oportunidades trazidos pelas novas tecnologias para as instituições públicas e para a garantia dos direitos fundamentais. O evento foi transmitido de forma virtual e contou com a participação de membros, servidores, estagiários, residentes, colaboradores do Ministério Público e público externo. Na abertura, o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira destacou a importância de promover o debate sobre inteligência artificial sob a perspectiva dos direitos humanos e do acesso à Justiça. Ele ressaltou a relevância da participação do especialista Ronaldo Lemos no encontro. “Pensando nessa situação da inteligência artificial e dos direitos humanos, pensamos em trazê-lo para esse debate tão importante dessa discussão do acesso à Justiça e da forma que vai ocorrer e já está ocorrendo com essas transformações”, afirmou. A palestra principal foi ministrada pelo advogado e especialista em tecnologia Ronaldo Lemos, que apresentou um panorama sobre a rápida expansão da inteligência artificial no mundo, seus impactos no setor público e privado e os desafios regulatórios enfrentados pelos países. Durante a exposição, ele defendeu que o desenvolvimento e a utilização da tecnologia devem ocorrer com responsabilidade e supervisão humana.“O humano precisa ter uma centralidade, ele precisa assinar e se responsabilizar com relação a qualquer criação, inclusive aquelas que são assistidas por IA. Os sistemas de IA precisam ser auditáveis e precisam ser contestáveis”, enfatizou o palestrante. Ronaldo Lemos também alertou para a necessidade de o poder público preservar sua autonomia tecnológica e evitar dependência excessiva de fornecedores externos. Segundo ele, a expansão da inteligência artificial no Sistema de Justiça deve ocorrer com transparência, mecanismos de controle e respeito às garantias fundamentais. “A infraestrutura que a gente usa para exercer as nossas tarefas no serviço público precisa ser controlada por quem usa. Não dá para a gente ficar dependente de tecnologias que vêm 100% de fora”, observou. Na sequência, o promotor de Justiça Daniel Carvalho Mariano, integrante do Comitê Estratégico de Tecnologia da Informação e do Laboratório de Inovação do MPMT, participou do debate e abordou os desafios da implementação responsável da inteligência artificial no setor público. Para ele, é necessário investir na capacitação dos usuários e estabelecer uma cultura institucional voltada ao uso adequado dessas ferramentas.“O usuário final precisa ter o mínimo de conhecimento e aplicar as regras. Podemos entrar em todas as outras questões, mas se o usuário final não tem o mínimo de conhecimento, não adianta apenas teorizar”, ponderou. Daniel Carvalho Mariano também reforçou a importância da supervisão humana sobre os sistemas inteligentes e da transparência nos processos de treinamento dos algoritmos. Segundo o promotor, a inteligência artificial deve atuar como ferramenta de apoio, sem substituir a análise crítica e a responsabilidade dos profissionais que atuam no Sistema de Justiça. Ao longo do webinar, foram debatidos temas como eficiência e celeridade proporcionadas pelas novas tecnologias, proteção de dados pessoais, ética, transparência, segurança jurídica, riscos da automação excessiva e mecanismos de governança para o uso responsável da inteligência artificial. Os participantes também discutiram experiências nacionais e internacionais relacionadas à aplicação dessas ferramentas em tribunais, órgãos de controle e instituições públicas. O webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial” foi realizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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