Mato Grosso
Programa da Gente da TBO recebe policiais da Rotam em comemoração aos 18 anos do batalhão
Mato Grosso
Da Redação – Jean Borsatti
Uma equipe do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Militar (ROTAM) participou do Programa da Gente (TBO – 8.1) apresentado pelo jornalista Laerte Lannes, o programa vai ao ar de segunda a sexta a partir das 12h.
Na ocasião quatro integrantes da Rotam participaram do programa que comemorou os 18 anos do batalhão especial da Polícia Militar. O Tenente Alves juntamente com sua equipe teve a oportunidade de mostrar os trabalhos que o batalhão vem desenvolvendo pela segurança pública do estado.
Em um papo bastante descontraído os policiais mostraram os equipamentos que ficam à disposição da Rotam em suas ações ostensivas. O Tenente destacou que o objetivo da Rotam é levar segurança para os cidadãos e que busca em suas ações uma maior efetividade no sentido de garantir a integridade dos envolvidos, se utilizando de força moderada apenas quando necessário.
Para isso são utilizados também armamentos não letais, como bombas de gás lacrimogênio e armas de choque para conter possíveis suspeitos que de alguma forma estejam atentando contra a segurança da população.
Já Laerte Lannes aproveitou o momento para agradecer toda a equipe da Rotam pelos trabalhos que o batalhão vem desempenhando em prol da segurança da população mato-grossense, afirmou que estes são os verdadeiros heróis da sociedade e destacou que com auxílio da população é possível melhorar ainda mais a segurança pública do estado.
Os homens da Rotam finalizaram entoando seu grito de guerra ao som da águia, símbolo do batalhão que homenageia os “Aguiares”, denominação dada aos integrantes da UPM, percursora do radiopatrulhamento tático no Brasil.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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