Mato Grosso
Produção de etanol de milho tem potencial para atingir 2,9 bilhões de litros na safra 2020/21.
Mato Grosso
Da Redação
A Produção brasileira de etanol de milho, sobretudo na região Centro-Oeste, deverá atingir 2,9 bilhões de litros na safra 2020/21, contra 1,6 bilhão de litros da temporada anterior, estimou o presidente da UNEM (União Nacional do Etanol de Milho), Guilherme Nolasco, na “Abertura de Safra Cana, Açúcar e Etanol 2020/21 Santander DATAGRO”, que acontece nesta quarta-feira (11), em Ribeirão Preto (SP).
“Com a entrada em funcionamento de novas usinas, estimamos que a produção tem potencial para alcançar 8 bilhões de litros em 2028.”
De acordo com o dirigente, em Mato Grosso, a demanda de milho para fabricação de etanol já gira em torno de seis milhões de toneladas ao ano. “Este cenário vem abrindo novas janelas de oportunidades de comercialização para o produtor.”
Segundo Nolasco, a forte demanda do grão para produção de etanol em Mato Grosso tem impulsionado o preço do cereal no estado em um fenômeno que até tem descolado as cotações da Bolsa de Chicago. “Saímos de cerca de R$ 22 a saca para R$ 40.” Em sua exposição, o presidente da UNEM falou também sobre as oportunidades do DDG, subproduto de elevado valor proteico – proveniente do milho uso na fabricação de etanol – como insumo para indústria de alimentação animal.
Foto: Divulgação
Mato Grosso
Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher
Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.
Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.
“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.
Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.
De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.
“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.
Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.
Canais de denúncia:
180 – Todo território nacional
181 – Estado de Mato Grosso
197 – Polícia Civil
190 – Polícia Militar
Autor: Bruno Vicente
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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