Mato Grosso

“Precisamos da colaboração da população; sozinhos, não vamos vencer o vírus”, afirma governador

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Mato Grosso

Da Redação.

O governador Mauro Mendes pediu que a população mato-grossense ajude o Governo de Mato Grosso a combater o avanço da covid-19, frente à situação crítica de aumento de mortes, internações e contaminação não só no estado, mas em todo o país.

Mato Grosso lidera o ranking dos estados com a menor adesão da população ao distanciamento social, de acordo com o site InLoco, que realiza o monitoramento.

O distanciamento social, de acordo com a comunidade científica, é uma medida fundamental para reduzir o contágio e, consequentemente, o número de mortes. Nos últimos dias, o estado chegou a bater recorde diária de mortes: 125.

“Nós precisamos da colaboração da população e dos demais poderes. Sozinhos, nós não vamos vencer essa guerra contra o vírus. Precisamos todos nos unir em uma verdadeira guerra contra o vírus, para vencer essa pandemia”, pediu.

Mauro Mendes destacou que o Governo de Mato Grosso tem feito tudo que está ao seu alcance para estruturar o sistema de saúde.

“Mato Grosso não tinha nenhuma UTI exclusiva para a covid no início de março de 2020. Pouco mais de um ano depois, temos 535 para tratar casos de covid, seja as pactuadas, cofinanciadas e próprias. Estamos em processo de abertura de mais 120 UTIs e 500 leitos clínicos. O problema não é dinheiro, meus amigos. Temos recursos para abrir outras centenas. Mas dependemos de profissionais de saúde, que estão escassos, que estão trabalhando no limite. Precisamos de remédios para UTIs, que dependem do Governo Federal. E de vacinas, que estão chegando aos poucos. Estamos negociando com laboratórios para aquisição direta de vacinas, agora que recebemos a permissão de compra pela Justiça e pelo Governo Federal, mas não é um processo que ocorre do dia para a noite”, pontuou.

O gestor ressaltou que também foram distribuídos mais de 600 mil testes para todos os 141 municípios e que outros 550 mil estão em processo de aquisição.

“Enviamos recursos extras de R$ 70 milhões para as prefeituras ampliarem o combate e a prevenção. Ampliamos o Hospital Metropolitano e o Hospital Estadual Santa Casa. Abrimos o Centro de Triagem, que oferece testagem, atendimento, exames, tomografia e até medicamentos se o médico prescrever. Somos o estado que mais testa a população no Centro-Oeste e o que tem a maior média de UTIs por 100 mil habitantes. Mas se a população não colaborar e praticar o distanciamento e as medidas que todos conhecemos, nunca teremos leitos suficientes. Precisamos de cada um de vocês para superar essa situação difícil e evitar que mais vidas sejam perdidas. Por isso, vamos fazer um pacto pela vida, e travar uma guerra contra a aglomeração”, concluiu.

Foto Christiano Antonucci

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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