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Polícia fecha o cerco contra “tribunal do crime” e prende três

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Da Redação

Oito mandados, sendo três de prisões preventivas e cinco de buscas e apreensões domiciliares, foram cumpridos na manhã desta terça-feira (30.03) em Rosário Oeste (128 km ao norte de Cuiabá), na operação Themis deflagrada pela Polícia Civil com apoio da Polícia Militar.

As ordens judicias foram decretadas pela Vara Única da Comarca de Rosário Oeste, após investigação da Delegacia de Polícia da cidade para esclarecer o crime de tortura praticado pelos suspeitos, alvos dos mandados e membros de uma facção criminosa instalada na região.

Segundo apurado pela Polícia Civil, os investigados exercem as funções de julgadores e aplicadores de castigos de um “tribunal do crime”, criado pela organização.

Durante o trabalho operacional, os policiais civis e militares efetuaram a prisão de dois jovens. Um deles de 26 anos foi autuado em flagrante por tráfico de drogas. O segundo preso, de 24 anos, foi detido por supostamente possuir em sua residência ligação clandestina de energia elétrica.

Além das prisões, foram apreendidas duas porções de pasta base de cocaína, ácido bórico, balança de precisão, aparelhos celulares e mais de R$ 1 mil em dinheiro.

Encaminhados até a Delegacia de Rosário Oeste, os conduzidos foram interrogados pelo delegado Gustavo Godoy Alevado. Após a confecção dos autos, os presos foram levados para a Cadeia Pública de Nobres (146 km a médio norte da Capital), onde ficarão à disposição da Justiça.

Participaram da operação Themis os policiais civis de Rosário Oeste integrados com os militares do 7 º Batalhão de Polícia Militar e da Força Tática do 2º Comando Regional da Polícia.

O nome da operação faz referência a Themis (ou Têmis), deusa grega da justiça, personificação da ordem e da lei e protetora dos oprimidos.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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