Mato Grosso

Polícia Civil prende três por furtos em loja e por tráfico de drogas

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

 

Três jovens, acusados de furtar duas vezes uma loja de móveis, foram presos pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, da Polícia Judiciária Civil, na tarde de segunda-feira (25.06). O trabalho resultou na recuperação de diversos produtos subtraídos do comércio, como moveis e eletrodomésticos, além da apreensão de drogas e material relacionado ao tráfico de entorpecentes.

Os suspeitos, Diogo da Costa Matos, 28, Christian Marques Queiroz, 18, e Willerson Chaves de Albuquerque, 23, conhecido como “Chapinha”, foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e pelos dois furtos qualificados.

O primeiro furto ocorreu na madrugada de sábado dia (23) e o segundo, na madrugada de segunda-feira (25.06), em uma casa comercial, no bairro Jardim das Américas, sendo subtráridos subtraídos nos dois dias móveis e diversos produtos.

Logo no início da investigação, os policiais civis da Derf suspeitaram que os autores deveriam morar nas proximidades da loja, uma vez que não utilizaram veículo para furtar os objetos, sendo todo o material foi carregado com ajuda de um carrinho de mão.

Durante as diligências nas proximidades, os investigadores identificaram uma residência no bairro Pedregal, onde os objetos poderiam estar. Na área da frente da casa, os policiais visualizaram uma poltrona nova, muito semelhante a um dos móveis furtados da empresa.

No imóvel, três suspeitos foram flagrados fazendo uso de entorpecente. Em buscas no interior da casa, foram localizados todos os materiais subtraídos do estabelecimento comercial, sendo recuperados 34 itens furtados entre, poltronas, colchões, camas, mesas, pufes, sofá, eletrodomésticos, relógios, além de porções de maconha e cocaína, balança de precisão e quantia de dinheiro em moedas, característico da atividade de tráfico.

Diante do flagrante, os jovens assumiram a autoria dos furtos e a venda de drogas. Os três envolvidos, dois deles com antecedente criminal por tráfico de drogas, foram conduzidos à Derf-Cuiabá e interrogados pelo delegado de polícia Eduardo Rizzotto de Carvalho.

Os suspeitos foram autuados em flagrante por furto e tráfico de drogas. Posteriormente colocados à disposição da Justiça.

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Mato Grosso

Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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