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Polícia Civil prende criminoso de arrombamentos a bancos

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Mato Grosso

Da Redação

 

A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) efetuou a prisão, no domingo (25), de Alexandre Benedito de Almeida Pinheiro, 28, conhecido por Bitoka, em continuidade aos trabalhos realizados na última semana para desarticular organizações criminosas que agem em Cuiabá e demais cidades do interior de Mato Grosso, em arrombamento a agência bancárias.  

O mandado de prisão preventiva foi decretado pela Comarca de Campo Grande, Estado de Mato Grosso do Sul. Na quinta-feira passada (22) Alexandre foi formalmente interrogado nas investigações que apuram roubos/furtos, ocorridos em agências bancárias no estado de Mato Grosso do Sul.

Uma equipe de policiais civis da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Resgate, Assaltos e Sequestros de Campo Grande (Garras-MS), esteve em Cuiabá realizando diligências em conjunto com a GCCO. “Com esse trabalho foi possível a identificação dos demais membros da quadrilha voltada a esse tipo de conduta delitiva”, disse o delegado.

O preso Alexandre Benedito foi reconhecido pelas imagens das ações realizadas no Estado de Mato Grosso do Sul. Conforme a Polícia Civil de Mato Grosso, o depoimento do assaltante contribuirá para juntada de novas provas nos autos das investigações da Gerência de Combate do Crime Organizado (GCCO).

Nas diligências de quinta-feira passada, equipes do GCCO, juntamente com o Garras-MT, localizaram em uma residência, na cidade de Várzea Grande, grande quantidade de ferramentas, equipamento sofisticado e de alto custo – bloqueadores de sinais, rádio comunicadores, furadeiras, cilindros de gás industrial, máquinas de corte precisos a caixa eletrônicos e cofres, luvas, veículo -, demais apetrechos comumente usados nessa modalidade de crime.

Além do Mandado de Prisão expedido contra Alexandre Benedito, outras ordens judiciais serão cumpridas no decorrer das investigações.

 Alexandre tem extensa ficha criminal. Em 2013 foi um dos presos durante o desfecho da Operação “Lista Amarela” desencadeada pela Policia Civil voltada à repressão a crimes como roubo, receptação, dentre outros praticados contra empresas de transporte e logística da Baixada Cuiabana. Ele também responde processos em investigações desenvolvidas em Cuiabá, além de Campo Grande (MS). Já foi denunciado por receptação e corrupção de menores em Nova Mutum, e indiciamentos pela Policia Civil por crime de roubo, receptação e outros.

Recentemente, no último dia 08 de fevereiro, Alexandre foi preso em flagrante, quando  parado pela Polícia Rodoviária Federal, na Rodovia BR-364 no Km 369, em Santo Antonio de Leverger.

Na ocasião, o suspeito estava em um Fiat Uno, cinza, na companhia de outras três pessoas. Com os suspeitos foram encontradas notas em espécie no valor R$ 27 mil, celulares, tabletes, colete balístico e material destinado a arrombamento,  tais como ferramentas, discos de corte, luvas e demais objetos produto de arrombamento a agência dos Correios de Jaciara.

Depois de cumprido o mandado de prisão preventiva Alexandre Benedito de Almeida Pinheiro, permanecerá à  disposição da Justiça, recolhido em uma das unidades prisionais da capital.

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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