Mato Grosso
Polícia Civil prende autores de roubos de veículos com emprego de violência
Mato Grosso
Da Redação
A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (Derrfva) cumpriu na manhã desta quinta-feira (27), dois mandados de prisão preventiva e quatro ordens buscas e apreensão, contra autores de crimes graves como roubos, tráfico de drogas e extorsão. A operação denominada Cartorium busca dar efetividade aos inquéritos policiais concluídos na unidade, com prisões decretadas pela Justiça.Outros dois algos estão com mandados de prisão expedidos, mas não foram localizados.
A ação apreendeu um equipamento do tipo bloqueador de sinais, conhecido por Jammer, e documentos falsificados. Os suspeitos, Franklin Jhone Arruda Ferreira Mendes, 20 anos, preso no bairro Lagoa Azul, e Levilson Ribeiro Fernandes, 20 anos, localizado no bairro Parque Atalaia, são autores de roubos de veículos com emprego de arma de fogo.
A operação visou cumprir mandados de prisão decretados em quatro inquéritos policiais concluídos na Especializada. Em um dos casos, o autor do roubo Wilker Breenner Silva Souza, está foragido, mas com ordem de prisão decretada. Ele é acusado de roubar uma S10, em 28 de abril deste ano, em que a vítima foi violentamente agredida fisicamente, necessitando ser internada no Pronto Socorro Municipal de Cuiabá. A vítima, de 38 anos, que é travesti, conheceu em um bar um rapaz, no bairro Tijucal, e ao acompanhar o suspeito até uma residência para ele guardar a motocicleta em que estava, saíram após em sua caminhonete, quando o suspeito anunciou o roubo. Ela foi agredida em várias partes do corpo (rosto, pernas e braços).
O veiculo foi recuperado na mesma noite pela Polícia Militar e agora o inquérito policial com autoria esclarecida foi finalizado pelo delegado Diego Alex Martiminiano.
O quarto suspeito, que também está foragido, é Elton de Almeida Santos, conhecido por Gordo, que é acusado de roubar cargas.
O delegado titular da Especializada, Gustavo Garcia, disse os criminosos estão envolvidos em outros roubos e eventuais vítimas podem procurar a unidade para formalizar o reconhecimento e assim reforçar o indiciamento em mais crimes na conclusão dos inquéritos policiais, que tramitam na unidade.
“Concluímos quatro inquérito semana passada, com pedidos de prisões. E hoje realizamos a prisão desses dois suspeitos. Também pedimos buscas em locais para arrecadação de provas na investigação e ainda tivemos nessa ação documentos apreendidos usados para dar aparente legalidade em veículos”, disse Garcia.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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