Mato Grosso

Polícia Civil identifica quadrilha de furto de gados em Porto Alegre do Norte

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

 

Uma investigação conduzida pela Delegacia de Polícia de Porto Alegre do Norte (1.125 km a Nordeste) identificou uma quadrilha, que agia no furto a gados e venda ilegal da carne dos animais abatidos no município.  

A investigação iniciou na quinta-feira (24/05) quando a vítima de uma grande propriedade rural registrou boletim de ocorrência na delegacia comunicando furtos de bovinos no período noturno. Algumas carcaças de animais foram encontradas com vestígios de disparo de arma de fogo.

A investigação iniciou na quinta-feira (24/05) quando a vítima de uma grande propriedade rural registrou boletim de ocorrência na delegacia comunicando furtos de bovinos no período noturno. Algumas carcaças de animais foram encontradas com vestígios de disparo de arma de fogo.

Em diligências, investigadores da Polícia Judiciária Civil, apreenderam na sexta-feira (26/05), na distribuidora de bebidas de propriedade de José Amilton Gomes da Silva (conhecido como “Zeca”) carnes do animal furtado da referida fazenda, além de carne de animal silvestre.

Os investigadores descobriram ainda que foi utilizado no transporte do animal abatido uma caminhonete e uma carretinha e que os furtos contaram com a participação de outras três pessoas: V.M.M, e E. S.M, N.C.S.

Conforme o delegado Marcello Maidame, todos os envolvidos são funcionários da fazenda e certamente utilizaram-se do abuso de confiança para prático dos delitos. O delegado não descartou a possibiliade de outros envolvidos na investigação que está em curso. 

Nas residências dos suspeitos também foram localizadas carnes dos animais furtados, além de uma espingarda calibre 38, que seria utilizada para cometer os ilícitos.

Ainda de acordo com o delegado, a vítima registrou a falta de pelo menos mais 21 cabeças de gado que desapareceram da propriedade, sendo que algumas reses foram subtraídas por meio de abate no próprio pasto.

José Amilton foi preso em flagrante e em interrogatório confessou o crime sendo encaminhado para Cadeia Pública de Porto Alegre do Norte, ficando a disposição da Justiça. Os demais suspeitos encontram-se foragidos.

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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