Mato Grosso

Polícia Civil identifica assaltantes de fazenda e prende um em Várzea Grande

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

 

Dois suspeitos de roubarem a fazenda de um juiz foram identificados pela Polícia Judiciária Civil, em investigações da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf-VG) de Várzea Grande. Um dos criminosos foi preso na noite de sexta-feira (06), e confessou o crime entregando parte dos produtos roubados.

O suspeito ,José Márcio Brito dos Anjos, 31 anos, era um dos assaltantes e no momento do roubo usava uma camiseta do superman, que depois foi reconhecida ao ser apreendida em sua casa, no bairro São Matheus. O flagrante foi lavrado na manhã deste sábado (07), pela delegada da Derf, Jannira Laranjeira. As armas dos criminosos, sendo dois revólveres, foram apreendidas. 

O crime

O roubo ocorreu na tarde de quinta-feira (05), quando a propriedade na localidade de Nossa Senhora do Livramento foi invadida por dois homens armados, cada um com revólver,  fazendo reféns pessoas que estavam no imóvel. Os criminosos roubaram um veículo Saveiro, celulares das vítimas, 4 espingardas, 1 pistola 380, munições, bolsas, TV’s, lanternas, duas motosserras, celulares, jogos de facas, canivetes, ferramentas, bomba ‘água, corrente de ouro, relógios, e outros objetos.

“Foram recuperados uma espingarda calibre 22 e um pistola 380, ambas do magistrado. Os dois revólveres são dos criminosos. As demais espingardas são de pressão”, explicou a delegada Elaine Fernandes. 

A identificação dos suspeitos ocorreu após uma denúncia que informava que poderia ser dois rapazes, conhecidos por “Marcinho” e “Rafinha”. Com os dados, os policiais  chegaram até  José Márcio Brito dos Anjos, 31 anos, que foi preso em flagrante, e seu comparsa Rafael José Correia, 28 anos, que ainda não foi encontrado pelos policiais.

A dupla roubou, na semana passada, na mesma comunidade, pessoas em um bar e subtraiu pertences e um veículo, abandonado posteriormente. As vítimas desse roubo compareceram na Derf e reconheceram Márcio com sendo um dos autores.  

O suspeito José Márcio foi localizado no bairro São Mateus  e levou os policiais onde tinha escondido parte dos materiais roubados e também local das armas usadas no crime. Foram apreendidos 1 revólver calibre 38 e outro do mesmo calibre niquelado, além da roupa usada no dia do assalto.

Na casa, de Rafinha foram encontrados outros pertences, mas ele já sabendo de sua descoberta pela Polícia, foragiu do bairro, sendo ainda procurado.

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Mato Grosso

Painel revela que quase metade dos feminicidas tinha registros policiais

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Quase metade dos autores de feminicídios em Mato Grosso tinha antecedentes policiais anteriores quando matou a parceira ou ex-parceira. O dado consta do novo painel sobre autores de feminicídios, implementado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).
O painel também evidencia o elevado índice de elucidação dos crimes letais contra mulheres por razões de gênero. Da série histórica de feminicídios do Observatório Caliandra, iniciada em 2019, foram identificados e cadastrados 364 autores diretos e 18 coautores, totalizando 382 autores e coautores na prática dos crimes de feminicídios em Mato Grosso. Em sete casos, a autoria permanece não identificada.
Considerando as autorias, 98% dos feminicídios registrados no período de 2019 a 2026 foram elucidados, com os respectivos casos encaminhados à ação penal para responsabilização dos autores. Durante a tramitação judicial, 10 casos foram desclassificados da tipificação feminicídio para outros crimes, como homicídio e lesão corporal seguida de morte.
O sistema não repete o nome do autor quando há mais de uma vítima no mesmo fato. Dos 382 autores identificados, 48% já possuíam registros policiais anteriores à morte da parceira. Entre eles, 143 tinham de um a três registros criminais anteriores ao feminicídio. Em 67% desses registros, a ocorrência estava relacionada à violência doméstica e familiar.
A faixa etária com maior concentração de autores é a de 30 a 34 anos, com 57 registros, correspondente a 14,69% do total considerado no painel.
Sobre o vínculo com as vítimas de feminicídio, 289 eram companheiros, namorados ou ex-parceiros das vítimas, além de 16 conhecidos com vínculo casual (ou informal) de natureza sexual junto às mulheres.
Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a existência de registros anteriores envolvendo violência, ainda que não necessariamente relacionados à vítima do feminicídio, constitui um dado relevante para a compreensão do histórico de violência e de comportamentos agressivos e controladores que podem anteceder o crime.
“A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores”, avalia a promotora. Esse dado mostra que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela que temos que aprimorar os mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça”, disse.
Segundo a promotora, os registros podem contribuir para uma compreensão mais ampla das trajetórias de violência e para o aperfeiçoamento das estratégias de intervenção antes que a violência evolua para situações mais graves.
“As informações devem ser utilizadas para qualificar as políticas públicas, fortalecer a responsabilização dos autores e ampliar as possibilidades de prevenção da violência contra as mulheres, inclusive por meio do acompanhamento e da atuação sobre situações que apresentem histórico de comportamentos violentos”, destacou.
Entre as ocorrências levantadas estão, principalmente, registros de ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição envolvendo parceiras ou ex-companheiras, além de homicídios, crimes sexuais e patrimoniais.
Para a composição do painel, os registros anteriores foram contabilizados com base na quantidade de boletins de ocorrência associados a cada autor. As ocorrências foram analisadas conforme suas naturezas e agrupadas em três categorias: violência doméstica, crimes sexuais e outros crimes.
O novo painel complementa o dashboard da série histórica de feminicídios do Observatório Caliandra, reunindo informações sobre o perfil dos autores que respondem a ações penais por feminicídio em Mato Grosso. Entre os dados disponibilizados estão idade, cor/raça, grau de escolaridade e registros policiais anteriores.
O cadastro dos autores será atualizado de forma integrada ao acompanhamento dos casos de feminicídio, à medida que novos casos sejam registrados e as investigações avancem na identificação e elucidação das autorias.
A série histórica do Observatório Caliandra contabiliza 377 vítimas de feminicídio, entre os anos de 2019 e 2026. Os autores são cadastrados individualmente junto a cada caso, incluindo os coautores quando há participação de mais de um agente na prática criminosa.
Os painéis do Observatório Caliandra são desenvolvidos pelo Departamento de Tecnologia da Informação do Ministério Público, também responsável pela manutenção técnica dos ambientes e segurança digital do portal.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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