Mato Grosso

Polícia Civil fecha ponto de venda de droga em Cuiabá e prende dois suspeitos

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Mato Grosso

Da Redação

Mais um ponto de venda de drogas foi fechado e dois suspeitos presos pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), no final da manhã desta quinta-feira (07.05), em Cuiabá.

Além das prisões a ação resultou na apreensão de drogas, dinheiro e materiais usados para o crime. Os jovens de 18 e 19 anos foram autuados em flagrante por tráfico de drogas.

As diligências iniciaram após denúncia anônima sobre um endereço no bairro Novo Milênio, onde vinha ocorrendo a comercialização de entorpecentes. Dois rapazes ficavam na porta da casa atendendo as pessoas que passavam pelo local de veículo, moto, bicicleta e até pedestres.

Diante das informações os policiais civis passaram a monitorar a residência, quando nesta quinta-feira visualizaram os suspeitos na janela, sendo um deles fazendo uso de cigarro de maconha.

Em seguida a equipe conseguiu avistar um terceiro indivíduo no local em atitude suspeita, que ao ser abordado demonstrou muito nervosismo. Logo que se aproximaram da residência foi percebido que o local exalava um odor característico de maconha.

Ato contínuo os policiais entraram na casa sendo encontradas duas porções médias de maconha dentro da geladeira, e outra porção de cocaína em cima do mesmo eletrodoméstico. 

Com os suspeitos também foi encontrada quantia em dinheiro. Questionados, os rapazes contaram que estavam morando no local ha cerca de um mês, bem como assumiram a prática criminosa.

Diante das evidências os dois suspeitos foram conduzidos para DRE, interrogados e autuados em flagrante por tráfico de drogas.

Após a confecção dos autos ambos foram encaminhados para audiência de custódia e colocado à disposição da Justiça.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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