Mato Grosso
Polícia Civil deflagra segunda fase da operação que investiga homicídio em Rondonópolis
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A Polícia Civil deflagrou, na tarde dessa terça-feira (27.1), a segunda fase da Operação Xênia, para cumprir um mandado de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária contra um homem, de 25 anos, investigado por envolvimento na morte de Elias Rodrigues, de 52 anos.
A vítima foi encontrada morta, por familiares, no dia 1º de janeiro de 2026, em sua residência, no bairro Jardim Taiti, em Rondonópolis. O corpo em avançado estado de decomposição.
A 1ª fase da Operação Xenia foi deflagrada no dia 21 de janeiro, quando dois suspeitos, ambos de 19 anos, foram presos após serem identificados como envolvidos na morte da vítima. Os dois haviam sido vistos com a motocicleta da vítima após o crime.
As investigações da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis continuaram e resultaram na identificação de mais um suspeito, de 25 anos, que foi localizado e preso nessa terça-feira (27).
A DHPP de Rondonópolis apura agora a participação de cada um dos suspeitos no crime.
O nome da operação Xenia, de origem grega, significa hospitalidade e acolhimento, fazendo referência ao fato de que a vítima possuía o hábito de receber pessoas em sua residência, inclusive para pernoite. A ausência de sinais de arrombamento reforça a linha investigativa de que os autores do crime tinham proximidade com a vítima.
A ação integra a Operação Inter Partes, vinculada ao programa estadual Tolerância Zero Contra as Facções Criminosas, que tem como objetivo o enfrentamento rigoroso à criminalidade e o fortalecimento da segurança pública no Estado.
O suspeito preso nessa terça-feira (27) foi encaminhado para a delegacia e apresentado à autoridade policial para os devidos procedimentos.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Evento debate segurança jurídica na era da inteligência artificial
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, na manhã desta quarta-feira (21), o webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial”, reunindo especialistas para discutir os desafios, riscos e oportunidades trazidos pelas novas tecnologias para as instituições públicas e para a garantia dos direitos fundamentais. O evento foi transmitido de forma virtual e contou com a participação de membros, servidores, estagiários, residentes, colaboradores do Ministério Público e público externo. Na abertura, o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira destacou a importância de promover o debate sobre inteligência artificial sob a perspectiva dos direitos humanos e do acesso à Justiça. Ele ressaltou a relevância da participação do especialista Ronaldo Lemos no encontro. “Pensando nessa situação da inteligência artificial e dos direitos humanos, pensamos em trazê-lo para esse debate tão importante dessa discussão do acesso à Justiça e da forma que vai ocorrer e já está ocorrendo com essas transformações”, afirmou. A palestra principal foi ministrada pelo advogado e especialista em tecnologia Ronaldo Lemos, que apresentou um panorama sobre a rápida expansão da inteligência artificial no mundo, seus impactos no setor público e privado e os desafios regulatórios enfrentados pelos países. Durante a exposição, ele defendeu que o desenvolvimento e a utilização da tecnologia devem ocorrer com responsabilidade e supervisão humana.“O humano precisa ter uma centralidade, ele precisa assinar e se responsabilizar com relação a qualquer criação, inclusive aquelas que são assistidas por IA. Os sistemas de IA precisam ser auditáveis e precisam ser contestáveis”, enfatizou o palestrante. Ronaldo Lemos também alertou para a necessidade de o poder público preservar sua autonomia tecnológica e evitar dependência excessiva de fornecedores externos. Segundo ele, a expansão da inteligência artificial no Sistema de Justiça deve ocorrer com transparência, mecanismos de controle e respeito às garantias fundamentais. “A infraestrutura que a gente usa para exercer as nossas tarefas no serviço público precisa ser controlada por quem usa. Não dá para a gente ficar dependente de tecnologias que vêm 100% de fora”, observou. Na sequência, o promotor de Justiça Daniel Carvalho Mariano, integrante do Comitê Estratégico de Tecnologia da Informação e do Laboratório de Inovação do MPMT, participou do debate e abordou os desafios da implementação responsável da inteligência artificial no setor público. Para ele, é necessário investir na capacitação dos usuários e estabelecer uma cultura institucional voltada ao uso adequado dessas ferramentas.“O usuário final precisa ter o mínimo de conhecimento e aplicar as regras. Podemos entrar em todas as outras questões, mas se o usuário final não tem o mínimo de conhecimento, não adianta apenas teorizar”, ponderou. Daniel Carvalho Mariano também reforçou a importância da supervisão humana sobre os sistemas inteligentes e da transparência nos processos de treinamento dos algoritmos. Segundo o promotor, a inteligência artificial deve atuar como ferramenta de apoio, sem substituir a análise crítica e a responsabilidade dos profissionais que atuam no Sistema de Justiça. Ao longo do webinar, foram debatidos temas como eficiência e celeridade proporcionadas pelas novas tecnologias, proteção de dados pessoais, ética, transparência, segurança jurídica, riscos da automação excessiva e mecanismos de governança para o uso responsável da inteligência artificial. Os participantes também discutiram experiências nacionais e internacionais relacionadas à aplicação dessas ferramentas em tribunais, órgãos de controle e instituições públicas. O webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial” foi realizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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