Mato Grosso

Polícia Civil apreende 149 tabletes de entorpecentes que eram transportados em fundo falso de caminhão

Publicado em

Mato Grosso

Aproximadamente 150 tabletes de entorpecentes, entre pasta base e cloridrato de cocaína, foram apreendidos pela Polícia Civil, na quarta-feira (05.05), em trabalho de investigação da Delegacia de Pontes e Lacerda (448 km a oeste de Cuiabá) com apoio do Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional.

A droga vinda da Bolívia e avaliada em mais de R$ 2,5 milhões estava acondicionada no fundo falso de um caminhão que fazia o transporte de bezerros, com o objetivo de despistar possíveis abordagens policiais.

Há algum tempo, a equipe de investigadores da Delegacia de Pontes e Lacerda junto ao Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional vêm investigando um grupo especializado no tráfico de drogas na região de fronteira que utiliza veículos de grande porte para realizar o transporte da droga.

Durante os trabalhos, os policiais conseguiram identificar um caminhão boiadeiro pertencente ao grupo criminoso, iniciando monitoramento do veículo que foi escondido em uma propriedade na região do Córrego do Onça, zona rural de Pontes e Lacerda. Segundo as investigações, a propriedade foi alugada pelos suspeitos também com o fim de atuarem com a prática criminosa.

No local, os policiais encontraram o caminhão do lado de fora da propriedade e em análise preliminar, foi possível verificar emendas no assoalho do veículo, caracterizando um possível fundo falso. Ao perceber a presença dos policiais, os criminosos que estavam em outro veículo empreenderam fuga por uma estrada vicinal, conhecida como “cabriteiro”, que são caminhos irregulares que os traficantes utilizam para chegar a Bolívia, não sendo possível alcançá-los.

O caminhão foi apreendido e encaminhado para a Delegacia de Pontes e Lacerda, onde foi evidenciado o fundo falso de onde foram retirados 87 tabletes de pasta base e 62 de cloridrato de cocaína, totalizando 149 tabletes de entorpecentes e um prejuízo de mais de R$ 2,5 milhões aos traficantes.

Segundo o delegado de Pontes e Lacerda, Marlon Luz, os suspeitos já estão identificados com a comprovação do envolvimento do grupo com a droga apreendida. “Foi uma investigação exclusiva da Polícia Civil de Pontes e Lacerda que resultou na grande apreensão de entorpecentes, que com certeza, deu um grande tombo no grupo criminoso e no tráfico de drogas na região de fronteira”, disse o delegado.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

PM acusado de matar esposa em Cuiabá vai a júri popular

Publicados

em


A Justiça de Mato Grosso decidiu levar a julgamento pelo Tribunal do Júri o policial militar Ricker Maximiano de Moraes, acusado de matar a esposa, G.D.S., em maio de 2025, em Cuiabá. Na sentença de pronúncia, o Juízo da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher considerou haver provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria para que o réu seja submetido ao julgamento pelos jurados. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 15ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá – Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, sob responsabilidade da promotora de Justiça Claire Vogel Dutra. O MPMT imputou ao acusado a prática do crime de feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, com causas de aumento de pena e circunstância qualificadora que dificultou a defesa da vítima. De acordo com a denúncia, no dia 25 de maio de 2025, por volta das 16h40, o acusado efetuou disparos de arma de fogo contra a esposa dentro da residência do casal, localizada no Bairro Praeiro, em Cuiabá. A vítima morreu em decorrência dos ferimentos causados pelos tiros. Conforme a acusação, o crime foi cometido na presença dos filhos do casal, então com três e cinco anos de idade.Na decisão, destacou-se que a materialidade do crime está comprovada por laudos periciais, entre eles o exame de necropsia, que apontou que a vítima morreu em decorrência de choque hemorrágico provocado por disparos de arma de fogo que atingiram órgãos vitais. O laudo de confronto balístico também confirmou que os projéteis encontrados foram disparados pela pistola funcional acautelada ao acusado. Durante a instrução processual, testemunhas relataram que o acusado deixou o local após os disparos levando os filhos para a casa dos avós paternos. Em juízo, o próprio réu admitiu ter efetuado os disparos contra a esposa, alegando que passava por forte perturbação emocional e problemas psiquiátricos. A defesa buscou a absolvição sumária sob o argumento de inimputabilidade por doença mental. No entanto, um laudo psiquiátrico concluiu que o acusado apresentava Transtorno Psicótico Não Especificado (CID-10 F29) e possuía capacidade de entendimento parcialmente preservada, sendo enquadrado na condição de semi-imputável. Diante disso, a Justiça afastou o pedido de absolvição sumária, entendendo que a questão deverá ser apreciada pelo Tribunal do Júri.Ao pronunciar o réu, a Justiça manteve todas as circunstâncias descritas na denúncia do Ministério Público, incluindo o feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, a condição de a vítima ser mãe de crianças, a suposta prática do crime na presença dos descendentes e o emprego de recurso que teria dificultado ou impossibilitado a defesa da vítima. Também foi mantida a prisão preventiva do acusado, que está preso desde a conversão do flagrante em prisão preventiva, ocorrida logo após o crime. Com a pronúncia, o processo seguirá para a fase de preparação do julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.

Fonte: Ministério Público MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA