Mato Grosso
PMMT realiza quatro prisões, apreende simulacro de arma de fogo e recupera veículo no bairro São José
Mato Grosso
Da Redação
Durante policiamento nesta madrugada (25/05), policiais militares de Barra do Garças (500km de Cuiabá), receberam informações de que dois suspeitos armados em uma bicicleta pequena preta realizaram um roubo a uma residência no bairro Jardim Piracema, levando um veículo e vários objetos. A vítima E.S.V., 39 anos, foi abordada pelos indivíduos, um deles armado, quando descarregava o veículo.
Com as informações, viaturas do 5º Comando Regional iniciaram as buscas, localizando os suspeitos P.C.C.S., 23 anos e A.S.O., 30, no bairro São José. Ao avistarem os policiais, os dois fugiram em alta velocidade, passando por vários bairros da cidade, até que perderam o controle do carroe capotaram próximo ao bairro Parque dos Ipês.
Com diversas lesões, o suspeito A.S.O. foi encontrado caído ao chão e socorrido até o Pronto Socorro da cidade com apoio do Corpo de Bombeiros. O comparsa fugiu, mas acabou sendo localizado no bairro São José, onde foi visto por populares saindo de um matagal e com alguns ferimentos. Ele estava em casa, deitado na cama quando os policiais chegaram.
No veículo capotado foram encontrados uma TV 32 polegadas, dinheiro, celulares, um simulacro de arma de fogo e diversos objetos.
Um dos suspeitos permanece internado sob custódia de uma equipe policial até sua apresentação na delegacia. O outro foi conduzido para a Delegacia de Atendimento para o registro da ocorrência, com escoriações devido o capotamento e posteriormente na Delegacia de Polícia Judiciária Civil.
Fibra ótica
Ainda na madrugada desta sexta-feira (25/05), também no bairro São José em Barra do Garças, foram apreendidos dois suspeitos de furto, sendo um menor, M.O.L., 14 anos e D.B.S., 20. Com eles foram encontrados 45 metros de cabo de fibra ótica da Empresa de Telefonai OI. Parte do material já estava enrolada e dentro de uma residência, na Rua Delvita Galvão, próximo onde efetuavam a ação. E a outra metade, estirada no chão.
A referida casa estava com a porta arrombada. No local foi encontrado o facão usado para cortar os fios. Mas os suspeitos não estavam ali, foram localizados há algumas quadras do furto.
Na delegacia, testemunhas reconheceram os suspeitos. O conselho tutelar foi acionado para acompanhar o menor na Central de Atendimento. O material foi recolhido e encaminhado juntamente com os infratores para a Delegacia de Polícia Judiciária Civil.
Mato Grosso
Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri
Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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