Mato Grosso

PJC prende investigado por diversos roubos em Nova Xavantina

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

 

Conhecido pela prática de diversos crimes na região de  Nova Xavantina (645 km a Leste de Cuiabá) um homem foi preso pela Polícia Judiciária Civil, na terça-feira (26.06). A ação integra investigação para elucidar delitos patrimoniais, especialmente roubos ocorridos no município.

O suspeito  Marciano Oliveira dos Santos, 43, vinha sendo procurado desde o último domingo (22.06), quando invadiu uma residência situada no centro da cidade. Na ocasião, o criminoso portando uma arma branca rendeu a vítima que estava na sala do imóvel e anunciou o assalto. Do local foram subtraídos vários produtos, joias, entre outros objetos.

Outro roubo à mão armada foi praticado na madrugada de terça-feira (26), em um hotel que fica no Setor Xavantina. Conforme apurado, o autor tinha as mesmas características físicas mencionadas pela primeira vítima, indícios confirmados após análise das imagens captadas pelas câmeras de segurança, indicando Marciano como provável autor de ambos os delitos.

Durante ação para localizar o suspeito, os policiais lograram êxito em surpreender Marciano em uma casa. Ao perceber a presença da equipe, o mesmo tentou fugir do cerco pulando vários muros, mas acabou contido. Com ele foi apreendido um simulacro de pistola, possivelmente usado no roubo ao hotel.

Na residência de Marciano também foram encontradas as roupas usadas nas ações criminosas, que foram devidamente reconhecidas, bem como recuperado os objetos roubados subtraídos da residência.

Conduzido à Delegacia de Polícia de Noxa Xavantina, o suspeito foi interrogado pelo delegado Raphael Diniz Garcia, e autuado em flagrante pelos crimes de roubo e resistência.

Em liberdade há cerca de dois meses, Marciano foi encaminhado novamente para o Presídio de Água Boa, onde permanecerá à disposição da Justiça.

MANDADO DE PRISÃO

Uma jovem foragida da Justiça pelo crime de tráfico de drogas foi presa pela Polícia Judiciária Civil de Nova Xavantina, na manhã desta quarta-feira (27.06), durante cumprimento de mandado judicial.

Flávia Batista da Costa, 23, estava com a ordem de prisão decretada pela Comarca local, após ser descoberta por envolvimento no comércio de entorpecente na região.

Depois de detida, a procurada foi conduzida à Delegacia de Polícia da cidade, ouvida e colocado à disposição da Justiça.

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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