Mato Grosso
Operadoras de internet são campeãs de reclamações no primeiro semestre
Mato Grosso
Da Redação / Fábio Martins.
Hoje, uma das perguntas mais realizadas pelo consumidor é se ele recebe o que paga pelo fornecimento de internet, seja no seu smartphone, em sua residência ou no seu trabalho, já que as propagandas das empresas de telecomunicações, sempre enfatizam na velocidade de “Megas” fornecidos para os clientes.
“Será que o consumidor está recebendo 10, 50 ou os 100 megas (4,5G) que estão pagando, para ter uma internet de qualidade”.
Qual é a sua próxima risada? Qual é a sua próxima maratona? Sua próxima aventura? Sua próxima vitória? Sua próxima viagem? Qual é a sua próxima descoberta? Qual é o seu próximo novo? Com a proposta de levar o próximo novo, a empresa Claro, de acordo com o relatório da empresa Selectra conseguiu ser a campeã de reclamações dos consumidores, neste primeiro semestre de 2020.
“Claro, você mereço o novo”, para boa parte dos clientes, o que se é falado, não é realizado.
A Agência Nacional de Telecomunicações havia anunciado um pacote de medidas para tentar diminuir as consequências da pandemia nas telecomunicações, incluindo neste setor os serviços de internet banda larga, telefonia (móvel e fixa) e TV por assinatura.
No último dia 4 de agosto, a própria agência divulgou o balanço das reclamações do 1º trimestre. Assim, foram registradas 1,52 milhão de queixas contra as prestadoras nesse período.
Em Mato Grosso, até o mês de maio de 2020, foram registradas 7.280 reclamações sobre os serviços de telecomunicações, a estimativa é que feche o primeiro semestre com mais de 10.000 reclamações do setor.
“No Procon-MT, o serviço de telecomunicação segue entre os primeiros em reclamações dos consumidores”.
No ranking das operadoras com mais queixas, foi observado que a Claro obteve mais queixas, seguida da empresa Oi e finalizando com a Vivo. Os dados foram contados desde fevereiro deste ano.
Uma das principais razões pela qual os usuários se mostraram insatisfeitos foi, como explica a Anatel, a velocidade da banda larga. Por isso, é essencial verificar, com uma ferramenta de speedtest, se a velocidade da sua internet cumpre com o acordado com a operadora.
As operadoras foram procuradas para falar sobre o assunto, mas até o fechamento da matéria nenhum responsável foi localizado.
Fonte: https://podecomparar.com.br
Foto: Fábio Martins
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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