Mato Grosso

Operação Hidrus cumpre 22 mandados de prisão em Guarantã do Norte e Peixoto de Azevedo

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Da Redação

Vinte pessoas foram presas na cidade de Guarantã do Norte (708 km de Cuiabá) e outras duas em Peixoto do Azevedo (675 km de Cuiabá) durante a Operação Hidrus que investiga integrantes de uma organização criminosa.

A operação contou com a participação de setenta policiais do Serviço de Polícia Interestadual (Polinter), da Gerencia de Operações Especiais (GOE) e a Polícia Judiciária Civil (PJC) de Rio Verde, Sinop, Alta Floresta, Itaúba, Marcelândia, Terra Nova do Norte, Peixoto de Azevedo e Matupá.

Após oito meses de investigações, a operação resultou na prisão de vinte e duas pessoas e a apreensão de três pistolas, um revólver, uma carabina. Conforme apurado pelo site O Mato Grosso, ainda foram apreendidos cerca de R$ 50 mil em dinheiro e 2,8kg de substância análoga a maconha, ainda de acordo com o que foi apurado, todos os presos possuem ligação com uma facção criminosa com forte atuação no Estado.

A operação visa o combate ao tráfico de drogas na região, associação ao tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, as investigações começaram após a Operação Mercúrio ser deflagrada nos meses de janeiro e março de 2019.

A PJC ainda não realizou um levantamento oficial da operação, porém os 22 mandados de prisão temporários foram cumpridos na manhã desta terça-feira (12) nas cidades de Guarantã do Norte e Peixoto do Azevedo.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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