Mato Grosso
‘Operação Guardião III’ lançamento contou com policiais dos batalhões Bope, Rotam, Ambiental, Trânsito e Cavalaria
Mato Grosso
Da Redação
O Comando Especializado da Polícia Militar (Cesp) lançou em Cuiabá, a ‘Operação Guardião III’. Da Arena Pantanal, local do lançamento, centenas de policiais dos batalhões Bope, Rotam, Ambiental, Trânsito e Cavalaria saíram às ruas para ações de saturação, bloqueios, abordagens e revistas.
Os bairros e pontos onde as tropas especializadas estarão presentes, reforçando as ações do policiamento de rotina, foram definidos com base nas análises criminais feitas pela PM, ou seja, nos estudos das estatísticas sobre os locais, incidência e tipos de crimes.
A ‘Guardião III’ se estenderá até o dia 31 de dezembro em diferentes regiões de Cuiabá, Várzea Grande e cidades vizinhas. Ontem, durante o dia todo e parte da noite, os policiais atuaram em bairros como Santa Izabel, Cidade Alta, Cidade Verde e Coophamil.
Nas duas primeiras edições dessa operação a PM prendeu 1.170 pessoas, desses 339 em flagrante delito e 99 foragidos da justiça. Também apreendeu 480 quilos de droga e 179 armas de fogo, recuperou 43 veículos roubados e apreendeu 205 por irregularidades diversas.
No lançamento, o coronel Carlos Eduardo Pinheiro, comandante do Cesp, destacou que essa operação tem como foco a repressão aos crimes de roubo, homicídio, tráfico de droga, homicídio, porte ilegal de armas de fogo entre outros.
Pinheiro reforçou a importância das tropas especializadas nas ruas citando como exemplo um dos resultados das primeiras edições: “tiramos de circulação quase meia tonelada de drogas”.
O comandante geral da PM, coronel Jonildo José de Assis, disse que a ‘Operação Guardião’ nasceu com o propósito de tornar o Comando Especializado mais proativo no sentido do emprego operacional, de não se limitar ao apoio das atividades operacionais das demais unidades militares.
Assis assinalou que as tropas atuam nos locais onde os índices estão alterados e dentro de planejamentos estratégicos feitos a partir de análises criminais, ou seja, de dados estatísticos.
De acordo com o comandante, esse reforço que está nas ruas será agregado a operação de final de ano que a PM lançará semana que vem. “A ‘Guardião’ é uma importante inovação do Comando Especializado nas ações de segurança em 2019”, avaliou Assis.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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