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Operação cumpre mandados contra membros de facção acusados de homicídio no Tijucal

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

 

A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), da Polícia Judiciária Civil, deflagrou nesta quinta-feira (26.04), a “Operação Vindicta” com o objetivo de dar cumprimento a mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra autores de um homicídio, ocorrido no mês de março, no bairro Tijucal, em Cuiabá. Os suspeitos fazem parte de uma facção criminosa e o crime teria sido motivado por vingança. 

Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra Hiago Fabricio Marques de Almeida, conhecido como “Batatão” e Alex Gabriel Souza Silva, o “Costelinha”. Nas investigações da DHPP, os dois suspeitos foram apontados como autores do homicídio e teriam contato ainda com apoio de duas adolescentes para prática do crime.

O homicídio que vitimou Luís Antonio de Aquino aconteceu no dia 18 de março deste ano, no bairro Tijucal. A vítima foi encontrada caída na calçada já sem sinal de vida, apresentando dezoito lesões causadas por golpes de faca na região das costas e tórax e mais três lesões produzidas por golpes de caibro de madeira na região do crânio.

Nas investigações conduzidas pela DHPP com apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, as equipes de investigadores conseguiram chegar até a identidade dos suspeitos, os quais teriam contatado com apoio de duas menores de idade (também já identificadas) para praticar o crime.

De acordo com as investigações, a vítima causou um prejuízo ao membro de um grupo criminoso, que por vingança teria pedido sua morte. Diante das informações levantadas, o delegado Marcelo Fernandes Jardim representou pelos mandados de prisão preventiva contra os dois suspeitos, além de quatro mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos nesta quinta-feira (26) pela equipe da DHPP.

Segundo o delegado, Alex teve o mandado de prisão cumprido na Penitenciária Central do Estado (PCE), onde já estava preso desde o dia 04 de abril, por envolvimento com tráfico de drogas. O suspeito Hiago, por sua vez, foi localizado em sua residência em um condomínio, no bairro Jardim Imperial em Cuiabá. Durante o cumprimento dos mandados de busca, foram apreendidos aparelhos celulares, rádios comunicadores e pequena quantidade de entorpecente. As menores envolvidas no crime ainda não foram localizadas.

“Os dois suspeitos foram indiciados em inquérito policial pelos crimes de homicídio qualificado e associação criminosa, uma vez que são membros de uma facção e a ordem para matar a vítima veio do grupo criminoso”, explicou o delegado.

O nome da operação Vindicta vem do latim e significada “vingança”, fato que teria motivado o crime.

 

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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