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Nesta terça-feira, Câmara de Várzea Grande deve votar quatro projetos de leis

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Da Redação

Quatro projetos de lei, de alta relevância social, entram na pauta de votação da sessão ordinária

Ainda que essa pandemia concentre, há meses, grande parte das atenções dos gestores e da ala Legislativa do município de Várzea Grande, a Mesa Diretora do Parlamento Municipal tem tido atenção especial também para votar matérias de significativo interesse coletivo da população, em termos social e estrutural. Nesta terça-feira, por exemplo, quatro projetos de lei entram em pauta de votação na sessão ordinária, presidida pelo vereador Fábio José Tardin, Fabinho (DEM). Três projetos são de sua autoria, e um do Poder Executivo.

Segundo o presidente da Casa de Leis, “há uma força-tarefa permanente dos parlamentares municipais para não atrasar a votação de matérias que possam contribuir com ações resolutivas em áreas distintas do município, incluindo as de caráter social”. No elenco de propostas formuladas pelo vereador Fabinho, o projeto de lei nº 24/2021 dispõe sobre ações de combate à violência sexual dentro do transporte coletivo. Uma outra proposta do parlamentar é instituir o programa “Adote um Playground para Criança com Deficiência”.

Já o terceiro projeto de lei é voltado a homenagear a atuação dos profissionais de saúde que atuam na linha de frente contra a Covid-19, intitulado de Amália Curvo de Campos. “Enfim, o município não para, apesar de tantos entraves impostos por essa pandemia. Esses projetos e muitos outros são de extrema relevância, implicando na resolutividade de várias questões pendentes há décadas. O importante é que o Legislativo está de braços dados com a população, atento para atuar em sua defesa e na busca por uma melhor qualidade de vida. É um esforço diuturno, esse”, concluiu o presidente da Casa de Leis de Várzea Grande, Fabinho. 

(João Carlos de Queiroz)

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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