Mato Grosso
Mulher dorme durante viagem é abusada por passageiro de ônibus
Mato Grosso
Da Redação
Uma jovem de 22 anos foi abusada sexualmente durante viagem de ônibus entre Cuiabá e Campo Grande (MS). O abusador, de 28 anos foi preso em flagrante na manhã da ultima quarta-feira (31), após a mulher descer no Terminal Rodoviário de Rondonópolis (212 km de Cuiabá), ir até a Polícia Militar e denunciar o crime.
De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher relatou a PM que estava em viagem de Cuiabá para Campo Grande. Em certo momento, ela dormiu na poltrona e o homem sentou do seu lado e começou a acariciar sua perna. Ela acordou durante os abusos e o rapaz parou.
Em outra oportunidade, o agressor se aproximou e começou a acariciar os seios da vítima. Neste momento, ela se recolheu na cadeira, com receio de novas investidas. O homem ainda perguntou se a jovem estava brava por conta de suas ações, mas ela não respondeu.
Quando chegou no Terminal Rodoviário de Rondonópolis, a vítima desceu do ônibus assustada e foi até o guichê da empresa, com o intuito de comprar outra passagem para não viajar no mesmo ônibus que o suspeito, porém, os funcionários perguntaram o motivo da compra da passagem, já que o que ela estava próximo ao destino desejado.
A jovem relatou o ocorrido e o funcionário a orientou para acionar a polícia.
O abusador foi preso em flagrante e encaminhado para a delegacia da cidade. O caso será investigado pela Polícia Civil.
Mato Grosso
Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano
Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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