Mato Grosso

Motoqueiro invade casa e abusa sexualmente de idosa ; vizinhos flagram

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Mato Grosso

Da Redação

Um homem, ainda não identificado, é procurado pela polícia após invadir uma residência do bairro Pedregal, em Cuiabá, na ultima quarta-feira (31), onde estuprou a dona da casa, 52 anos, no quintal e o crime foi flagrado por vizinhos, que salvaram a vítima.

De acordo com a ocorrência, um dos moradores da residência saiu e deixou o portão aberto.

O acusado, que segundo uma testemunha, já estava ‘rondando’ o bairro de moto há algum tempo, percebeu o fato e invadiu a casa, onde rendeu a mulher e cometeu o crime.

Um vizinho escutou ‘barulhos estranhos’ na casa, saiu para ver o que estava acontecendo e flagrou o estuprador violentando a mulher.

A testemunha gritou, o acusado se assustou, correu para a moto e fugiu. A vítima foi encontrada em estado de choque e o vizinho acionou a Polícia Militar (PM).

Os militares saíram em rondas pela região, mas não conseguiram encontrar o estuprador. A testemunha comunicou o fato aos filhos da vítima, que voltaram para casa e acompanharam a mãe para atendimento em uma unidade de saúde.

Em seguida, a vítima foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil, onde relatou os fatos e registrou a ocorrência. O documento foi entregue à Delegacia de Mulher, responsável por investigar o crime e buscar pelo paradeiro do criminoso.

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Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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