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MINISTÉRIOS DA SAÚDE E EDUCAÇÃO LIBERAM RECURSOS E OBRAS

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UPA DO IPASE SERÁ QUALIFICADA E RECEBERÁ MAIS RECURSOS. UPA DO CRISTO REI GANHA MAIS PRAZO PARA CONSTRUÇÃO. JÁ NA ÁREA EDUCACIONAL RECURSOS PARA OBRAS DE 14 CENTRO EDUCACIONAIS (CRECHES) E TRÊS QUADRAS POLIESPORTIVAS FORAM AUTORIZADOS.

 

Da redação

 

Recursos federais para obras e ações nas áreas de Saúde e Educação foram asseguradas em duas audiências com os ministros Ricardo Barros (Saúde) e Mendonça Filho (Educação) que recebeu o senador Cidinho Santos acompanhado pelos secretários de Assuntos Estratégicos, Jayme Campos e de Governo, César Miranda, além de técnicos de Várzea Grande que é a segunda maior cidade de Mato Grosso.

“Conseguimos liberar recursos importantes para a manutenção de obras, mas principalmente repasses federais de convênios para prestação de serviços como os realizados pela Saúde Pública de uma maneira em geral”, disse a prefeita Lucimar Sacre de Campos logo após conversar com o secretário Jayme Campos.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros demonstrou estar impressionado com os números dos relatórios apresentados do atendimento prestado pela UPA IPASE que é a segunda unidade a funcionar 24 horas por dia em Várzea Grande. A outra é o Hospital e Pronto Socorro Municipal.

Somente a UPA IPASE atendeu 50.114 pacientes entre janeiro a maio deste ano enquanto o Hospital e Pronto Socorro de Várzea Grande atendeu outros 60.764, somando assim mais de 110 mil pacientes apenas nestas duas unidades.

“Estive conhecendo a UPA IPASE no final do ano passado e fiquei muito impressionado com a estrutura e com o nível de atendimento realizado pela mesma”, disse o ministro Ricardo Barros ao autorizar que a unidade seja qualificada, o que ampliará os valores recebidos mensalmente para promover mais atendimentos prestados e novas especialidades oferecidas a população.

Jayme Campos assinalou que a ideia é avançar ainda mais e garantiu que a meta da prefeita Lucimar Sacre de Campos é seguir investindo cada vez mais em saúde pública. “Nosso compromisso é com Várzea Grande e sua gente e estamos fazendo uma saúde de qualidade”, disse ele.

Outra solicitação atendida pelo ministro Ricardo Barros foi a ampliação do prazo para conclusão das obras da UPA do Cristo Rei que será a terceira unidade do município a funcionar 24 horas.

Lançada em maio, a obra acabou sofrendo atraso por questões técnicas vinculadas a licitação que já foram corrigidas e novamente deverá ser realizada ainda no mês de julho.

Lucimar Sacre de Campos fez questão de lembrar que os números são muitos bons na área de saúde, tanto que nos quatro primeiros meses deste ano de 2017 se comparado com o mesmo período de 2016, Várzea Grande ampliou em 44% os recursos destinados para a saúde pública, sendo que do total de R$ 40,545 milhões foram R$ 15.540 do Tesouro Municipal e R$ 16.697 milhões do Governo Federal e outros R$ 8.655 milhões do Governo do Estado.

EDUCAÇÃO

Já com o ministro da Educação, deputado Mendonça Filho, os secretários conseguiram autorização para liberar recursos estimados em mais de R$ 30 milhões para a execução de obras de 14 Centros Municipais de Educação Infantil – CMEIs, as antigas creches que estão em construção.

“São obras essenciais que irão garantir entre 3.5 mil até 5 mil novas vagas para as crianças em idade escolar em Várzea Grande que praticamente vai dobrar o número de unidades escolares”, disse Jayme Campos assinalando que fora essas 14 obras ainda existem outras duas que estavam abandonadas e que também foram retomadas pela administração municipal.

Jayme Campos apresentou também ao ministro Mendonça Filho uma prestação de contas das ações na área educacional e sinalizou pela construção de quatro escolas publicas municipais novas e outras três construídas em parceria com o Governo do Estado.

“Nós em dois anos reconstruímos 08 escolas municipais que se encontravam no chão e sem qualquer condição de atender a população escolar”, lembrou a prefeita Lucimar Sacre de Campos, frisando que das quatro escolas que serão construídas pelo menos duas delas estão condenadas, ou seja, não podem mais ser reformadas, precisam ser reconstruídas em sua totalidade.

“São parcerias importantes que reforçam a política do Governo Federal por uma melhor Educação. É muito importante contar com parcerias como as feitas com Várzea Grande para que possamos obter mais resultados positivos na melhora do ensino público como um todo”, disse o ministro Mendonça Filho.

O ministro da Educação, autorizou ainda obras de três quadras poliesportivas cobertas em unidades escolares de Várzea Grande que serão executadas pela administração municipal e que atende as unidades em Várzea Grande. Somente este ano foram inauguradas duas novas quadras poliesportivas e outras três foram lançadas.

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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