Mato Grosso

Max Russi pede prorrogação de pagamento aos profissionais ‘linha de frente’ da Covid

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Mato Grosso

Da Redação.

Procurado pelo Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma-MT), o presidente da Assembleia, deputado Max Russi (PSB) solicitou ao estado que atenda o pedido da categoria e prorrogue o pagamento da gratificação extraordinária aos profissionais da área que trabalham na linha de frente do combate à covid-19, inclusive efetuando o pagamento retroativo desde o mês de janeiro deste ano.

Esse pagamento solicitado pelo parlamentar, também envolve os profissionais contratados temporariamente em regime de plantão, lotados na Secretaria de Estado de Saúde (SES), em virtude do aumento de pessoas infectadas pelo novo coronavírus em Mato Grosso. Dados divulgados neste domingo (7) pela SES, apontam que 261.116 pessoas foram infectadas, desse total 1.589 estão internadas, 10.053 cumprem isolamento domiciliar e 6.016 morreram.

“A gratificação é uma forma de conferir o devido reconhecimento aos profissionais de saúde que desempenham suas atividades diuturnamente à frente das ações de atenção direta à população, arriscando as próprias vidas no combate ao coronavírus, durante o estado de calamidade pública decretado no dia 25 de março do ano passado e prorrogado em julho de 2020”, observou Max Russi ao defender que o benefício perdure até o final da pandemia.

Da mesma forma, o deputado quer que o Poder Executivo estadual inclua os profissionais da saúde que atuam no Centro de Triagem – Arena Pantanal – e no Hospital Metropolitano, no pagamento da gratificação extraordinária. É o que diz a Lei Complementar nº 667 de 2020, que dispõe sobre o recurso extra e a indenização excepcional dos profissionais de saúde contratados temporariamente em regime de plantão quando afastados do serviço em razão de contaminação com o coronavírus.

“Infelizmente, ainda, esses profissionais não estão recebendo tal benefício, o que parece um grande contrassenso, já que esses trabalhadores lutam diariamente no combate à pandemia. Mato Grosso passa por um crescente número de casos de infecções, e grande parte dos pacientes passam pelo Centro de Triagem da Arena Pantanal e pelo Hospital Metropolitano, motivo pelo qual os profissionais de saúde que trabalham nesses lugares merecem fazer jus ao citado benefício”, argumentou o presidente da Assembleia.

Foto: ANGELO VARELA

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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