Mato Grosso

Mauro Mendes apresenta ações do Estado em reunião com embaixadores da Europa e governadores

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Mato Grosso

Da Redação

O governador Mauro Mendes cumpre agenda em Brasília, nesta sexta-feira (13.09), com os embaixadores de quatro países da Europa.

A agenda é conjunta com os governadores da Amazônia Legal, que foram convidados pelos embaixadores da Alemanha, Noruega, Reino Unido e França para apresentar as ações já realizadas nos estados contra o desmatamento ilegal e as queimadas.

A primeira reunião do dia foi com os embaixadores da Noruega (Nils Martin Gunneng), Reino Unido (Vijay Rangarajan) e Alemanha (Georg Witschel). Os embaixadores deixaram claro que o objetivo é saber de que forma eles podem colaborar com as ações.

“Nós não queremos apenas preservar, mas também precisamos desenvolver a região. Temos muitos investimentos aqui. Queremos saber como podemos ajudar nesse desafio de preservar o meio ambiente, pois o Brasil é um parceiro chave”, disse o embaixador Nils Gumeng, da Noruega.

Mauro Mendes afirmou aos embaixadores que o Estado tem interesse em firmar parcerias diretamente com os países que eles representam.

Ele também destacou as ações realizadas no estado para combate as queimadas e a meta de desmatamento ilegal zero para os próximos anos. O governador relatou sobre o trabalho realizado para acelerar as análises do Cadastro Ambiental Rural e na aquisição de sistema de monitoramento em tempo integral, o Imagens Planet, em parceria com o banco alemão KFW.

O governador ainda questionou os embaixadores se eles pretendem aumentar os valores investidos nesse setor e também compensar os proprietários rurais para que eles também não desmatem as áreas permitidas.

“Estamos trabalhando muito e com metas audaciosas para manter a floresta em pé. Mas, o mundo precisa nos ajudar a compensar isso”, destacou Mauro Mendes.

Participaram da reunião representantes dos governos do Amazonas, Amapá, Roraima, Pará, Rondônia, Acre, Maranhão e Tocantins.

Ainda nesta tarde, Mauro Mendes e os demais governadores se reunirão com o embaixador da França, Michel Miraillet.

As ações

O Governo de Mato Grosso tem feito um trabalho intenso para prevenir, fiscalizar e combater o desmatamento ilegal e os incêndios criminosos no Estado.

Desde maio, as equipes de diversos órgãos (como a Sema e Sesp, por meio do Corpo de Bombeiros) tem atuado com ações preventivas, palestras orientativas e planejamento das ações em todas as regiões de Mato Grosso.

Para combater os incêndios, estão sendo usados 87 veículos, dois aviões, um helicóptero e 1.327 combatentes, se revezando entre 350 e 400 homens por dia. Também estão sendo deflagradas operações integradas de combate ao fogo e ao desmatamento ilegal. Também realizamos uma ação antecipada para evitar que as queimadas atinjam o nosso Pantanal.

Além disso, o monitoramento das queimadas e do desmatamento passou a ser feito quase que em tempo real com a aquisição da ferramenta Imagens Planet, que emite alertas ao Estado, indicando os locais exatos em que os eventos ocorrem a partir de 1 hectare de desmate.

O Governo ainda prorrogou o prazo de proibição de queimadas na zona rural e suspendeu novas autorizações para desmate, decretando também situação de emergência, de modo a dar mais agilidade no combate a estes crimes.

Até o momento, durante o período proibitivo, já foram feitas 39 apreensões, oito conduções de infratores, 103 autos de infração e fiscalização de 104 pontos, com a autuação total de mais de 30,6 mil hectares. Além disso, foram aplicados mais de R$ 146 milhões em multas aos infratores.

Fonte: Governo de Mato Grosso / Foto: Alex Nunes

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Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho

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O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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