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Mato Grosso é o 1º do Centro-Oeste em estradas consideradas ótimas, aponta pesquisa CNT

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Pró-Estradas tem elevado a qualidade das estradas estaduais

Da Redação

 

Anuário da Confederação Nacional do Transporte (CNT) revela que aumentou em Mato Grosso o número total de estradas (federais e estaduais) classificadas como “ótimas”. As ações do programa Pró-Estradas, executadas nos dois primeiros anos da atual gestão, contribuíram para posicionar o Estado em primeiro lugar no ranking do Centro-Oeste, neste quesito.

Com base no “Anuário CNT do Transporte”, o Estado de Mato Grosso teve uma evolução considerável na qualidade das estradas. Como efeito de comparação, no ano de 2013 Mato Grosso ocupava o penúltimo lugar no ranking do Centro-Oeste quando o assunto era a qualidade das estradas, a partir de aspectos como a qualidade do pavimento e a sinalização das vias. À época, apenas 30 km da malha de Mato Grosso tinham sido avaliados como ótimo, passando para 98 km em 2014, 445 km em 2015 e 620 km em 2016, conforme revela a metodologia utilizada pela pesquisa.

O resultado se deve em parte ao fato de o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), ter concluído 1.430 km de asfalto nos dois primeiros anos da atual gestão, considerando as obras de pavimentação (712 km) e de reconstrução (718 km) executadas pelo programa Pró-Estradas. A meta é asfaltar 4 mil km com o auxílio de diversos financiamentos e também com a contribuição do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).

“Os números da pesquisa revelam que o planejamento estratégico elaborado, e que vem sendo executado pelo Governo de Mato Grosso, estão caminhando no rumo certo. Isso porque o Estado tem, ano após ano, melhorado suas rodovias consideradas ótimas, apesar de existir ainda muito a ser feito”, afirmou o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte.

O Governo de Mato Grosso também revela que tem trabalhado de forma estruturada para mudar esta realidade. Pela primeira vez na história, o programa Pró-Estradas implantou ações focadas, não somente na pavimentação de acesso aos municípios, mas também na reconstrução de rodovias que foram recebidas por esta gestão em avançado estado de degradação, e também de manutenção de rodovias pavimentadas e não pavimentadas estaduais. 

Além disso, Mato Grosso é um dos poucos estados brasileiros a continuar os investimentos em pavimentação de rodovias mesmo durante esta que é a maior recessão econômica da história.

Em relação às rodovias não pavimentadas estaduais, o Governo de Mato Grosso elaborou uma estratégia que conta com auxílio dos municípios. A Sinfra distribuiu 5,6 milhões de litros de óleo diesel, nestes dois anos de gestão, para as prefeituras utilizarem nos maquinários pesados que fazem a recuperação de rodovias estaduais não pavimentadas dentro dos municípios. 

A liberação do combustível é autorizada para as prefeituras que firmaram Termos de Cooperação Técnica (TCTs) com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra). Em dois anos, foram celebrados 159 Termos de Cooperação na secretaria adjunta de Engenharia da Sinfra. Em 2016, mais municípios podem firmar TCTs e assim, aderir ao programa Pró-Estradas. Estas ações complementam os R$ 444 milhões em repasses do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) feitos aos municípios. 

Até o março de 2017, já foram mais de R$ 509 milhões para os cofres das prefeituras, que, por força de lei, têm obrigação de aplicar estes valores na manutenção de estradas de chão e de pontes de até 13 metros. Somado a isso, o Governo, com maquinários próprios, tem atuado nas principais estradas não pavimentadas assegurando a manutenção do trecho.

A pesquisa leva em consideração tanto as estradas federais, como as estaduais. Trechos concessionados estão entre os melhores. A atual gestão do Governo de Mato Grosso, por meio da Sinfra, elabora estudos que revelam a possibilidade de concessionar cerca de 1.400 km de rodovias estaduais, que poderão no futuro melhorar mais a qualidade das estradas mato-grossenses. 

Pesquisa CNT Transporte

A série histórica com os principais dados disponíveis no Brasil sobre o setor transportador pode ser consultada no Anuário CNT do Transporte 2017, lançado nesta quarta-feira (1º.06) pela Confederação Nacional do Transporte. O documento está publicado na íntegra na internet (anuariodotransporte.cnt.org.br).  São mais de 800 tabelas que mostram a evolução de todos os modais (rodoviário, ferroviário, aquaviário e aéreo), ao longo dos últimos anos, com diferentes abordagens. Foram consolidadas informações dos setores público e privado, inclusive resultados de pesquisas da CNT.

O produto da Confederação, que chega à segunda edição neste ano, apresenta a dimensão e a importância do setor transportador, tanto para o dia a dia da população quanto para o crescimento da economia do país. A leitura do Anuário permite conhecer as estatísticas brasileiras sobre movimentação de cargas e de pessoas, infraestrutura, produção e frota de veículos e composição do setor. 

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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