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Mais de 100 mil pessoas na região Norte são beneficiadas com ações do Governo

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Da Redação

 

Cerca de 100 mil habitantes da região Norte do estado serão beneficiados com obras de infraestrutura, realizadas pelo Governo de Mato Grosso. O governador do Estado, Pedro Taques, realizou a vistoria e inauguração de uma série de obras no município de Colíder (633 km de Cuiabá).

Acompanhado de prefeitos, deputados, vereadores e secretários de Estado, Taques iniciou a vistoria pelas obras de restauração do rodovia MT 320/208, onde estão sendo investidos R$ 10,4 milhões. O governador visitou o local das obras na companhia dos prefeitos de Colíder, Noboru Tomiyoshi; de Marcelândia, Arnóbio Vieira; e de Nova Canaã do Norte, Rubens Roberto.

“A construção e recuperação de estradas significam desenvolvimento, segurança, saúde, educação”, disse Taques. Atento, conversou com os operários e verificou o estado do maquinário que executa as obras. Outra iniciativa de suma importância para a população da região é a execução da pavimentação asfáltica e a sinalização nos trevos de acesso a Colíder, localizados no entorno da rodovia MT-320. Ali, o investimento é de R$ 619 mil.

Os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco, Oscar Bezerra, Baiano Filho, Pedro Satélite e Romoaldo Júnior também participaram dos eventos.

O prefeito de Colíder destacou que obras como esta refletirão de forma positiva na vida não só daqueles que moram na cidade, mas no dia a dia dos moradores de todos os municípios que dependem dos serviços prestados em Colíder. “O efeito destas obras será sentido por aqueles que moram em Nova Canaã, Porto Alegre do Norte e assim por diante, pois vão melhorar a qualidade de vida de todos. Estas obras salvam vidas no trânsito, e ficarão para as futuras gerações”.

Arnóbio Vieira avaliou, ainda, que a visita do governador demonstra o interesse do gestor em dar solução aos problemas enfrentados pela população local. “Vindo aqui com seus secretários, ele mostra que não é demagogo, que, além de se reunir com os prefeitos em seu gabinete, ele vai até as cidades ver a evolução dos trabalhos executados pelo Governo estadual”.

Para o prefeito de Nova Canaã do Norte, Rubens Roberto, Taques representa um Governo dinâmico, que se coloca à disposição da população para dialogar e achar a melhor solução para os problemas. “Vejo no Pedro Taques um gestor compromissado com o que diz, que faz e não fica só no argumento. A Caravana da Transformação é prova disso, um produto que leva benefícios para todos os cantos do estado, e hoje chega a nossa região e que só em Nova Canaã vai beneficiar mais de 200 cidadãos”.

Em seguida, o governador se dirigiu para a Escola Estadual André A. Maggi, para inaugurar a quadra poliesportiva e a galeria de água pluvial da unidade de ensino, que receberam investimentos de R$ 1,1 milhão. Além disso, o Governo inaugurou mais uma quadra poliesportiva, na Escola Estadual Cleonice Miranda da Silva, com investimento de R$ 868 mil. A estudante da Escola André Maggi, Nicoli Ranulfo, disse que a quadra é um presente para os alunos. “O esporte é muito importante para a gente, pois além de cuidar da nossa saúde, nos afasta da rua, onde tem muitos problemas, como brigas e drogas, eu gostaria de agradecer por este presente que eu e meus colegas recebemos”.

O secretário-adjunto de Esporte e Lazer da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Leonardo Vieira, falou sobre o trabalho desenvolvido pela atual gestão, que prima pela educação como uma ferramenta de transformação dos cidadãos. “Estamos investindo no futuro de Mato Grosso, pois estas crianças são o nosso futuro. Isso vai refletir em todas as áreas, como saúde e segurança”. O secretário garantiu que a situação dos condicionadores de ar e dos transformadores será resolvida. Para o governador, garantir a aclimatação dos espaços assegura que os alunos permaneçam em sala de aula.

Assim que terminou o evento, o governador foi ao centro da cidade vistoriar as obras de lama asfáltica, realizadas em 18 km de diversas vias do perímetro urbano. O investimento foi de pouco mais de R$ 1 milhão. Na oportunidade, cobrou a finalização dos trabalhos, ressaltando ao secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte, a importância da sinalização vertical e horizontal das vias.

Audiência pública

Em audiência pública realizada com a sociedade civil organizada e lideranças, servidores públicos, empresários e políticos, o governador sanou dúvidas da população local sobre assuntos diversos, principalmente educação e saúde. Taques passou informações acerca da situação financeira do Estado e dos esforços empreendidos por todos os secretários para que ele possa honrar os compromissos. Destacou ainda que temas como o pagamento do salário dos servidores não é um favor, e sim uma obrigação.

“Só peço compreensão de todos para entender o difícil momento pelo qual passamos, e isso não é só em Mato Grosso, mas em todo o Brasil”. Ele falou sobre os investimentos que vêm sendo realizados nas áreas prioritárias, como educação e saúde, e as soluções que estão sendo encaminhadas para o problema enfrentado pelos hospitais regionais.

“Para o Hospital de Colíder, o Governo vai disponibilizar um obstetra e um pediatra, que passam a atender na unidade de saúde a partir da próxima semana”, informou o governador. A informação foi recebida com alívio pelos profissionais do hospital. Ao final do evento, Taques recebeu elogios do icônico cacique Raoni, por quem foi chamado de amigo.

Homenagens

No último evento da noite, Pedro Taques foi homenageado pelo Legislativo Municipal com o titulo de cidadão colidense, que recebeu pela época em que era senador, mas que foi entregue somente agora. O presidente do Sindicato Rural de Colíder, Edmilson Belarmino, agradeceu as ações executadas pelo Governo no município. “Estas obras contribuirão para o escoamento da produção agrícola da região, movimentando toda uma cadeia produtiva, gerando empregos, fomentando a economia”, finalizou.

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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