Mato Grosso
Lucimar requisita forças policiais e convida Coronel da PM para Vigilância Sanitária
Mato Grosso
Da Redação.
Mesmo ainda tendo casos abaixo da média nacional, mas diante do cenário mundial de 7 milhões de pessoas infectadas e mais de 401 mil óbitos, a prefeita de Várzea Grande, Lucimar Sacre de Campos e o Comitê de Enfrentamento ao Novo Coronavírus (Covid- 19) decidiram neste domingo, 07, requisitar reforço da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Vigilância Sanitária todos do Governo de Mato Grosso e formalizou convite para o Coronel PM, Alessandro Ferreira da Silva, para ser o Superintendente da Vigilância Sanitária da segunda maior cidade de Mato Grosso com poderes amplos de fiscalização, fechamento e multa de quem desrespeitar as regras de distanciamento social, uso de máscaras, luvas quando necessários e meio de higienização.
“Vamos ampliar os poderes de multa, encerramento de atividades, cassação de Alvará de Funcionamento para o comércio e a indústria para aqueles que desrespeitarem as regras dos decretos municipais e leis estaduais que tratam exclusivamente da pandemia do coronavírus-Covid-19”, disse a prefeita Lucimar Sacre de Campos ao formalizar para que o coronel da PM, Alessandro Ferreira da Silva assuma o comando da Vigilância Sanitária.
Decreto Municipal será editado para que o Superintendente da Vigilância Sanitária de Várzea Grande escolha entre Guardas Municipais e funcionários para atuarem diretamente na fiscalização com poder de polícia e de multar.
A prefeita lembrou que quanto mais à população, o comércio e a indústria cumprirem as regras, mais distante ficará o lockdown (fechamento total de Várzea Grande), assegurando assim as autoridades de saúde pública, maior controle na aceleração dos casos de Covid-19.
“Vou ao governador Mauro Mendes para reforçar ainda mais a fiscalização em todos os setores e sentidos, pois a abertura de leitos de UTI feitos com muito esforço e dedicação por parte do Governo de Mato Grosso e do secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo e sua equipe da Saúde Estadual, pode se tornar inócuo se continuarmos tendo crescimento em novos casos”, disse a prefeita.
Lucimar agradeceu ao esforço cotidiano de todos os servidores da saúde, médicos, enfermeiros, técnicos, auxiliares, enfim a todos que se dedicam incansavelmente pela saúde dos demais, bem como dos servidores públicos de outras áreas que estão redobrando esforços para que a pandemia tenha o menor impacto possível.
O presidente do Comitê de Enfrentamento ao Novo coronavírus-Covid-19, o secretário Silvio Fidélis sinalizou que é importante e fundamental se ter uma autoridade militar isenta e independente para a adoção de medidas que sejam cumpridas, pois os esforços da Administração Municipal acabam se esvaindo porque parcela da população deixa de cumprir suas obrigações.
“Vejo muitos comentários desairosos de que a gestão municipal tenta jogar a responsabilidade no colo da população e só faz um comentário deste que não tem compromisso com a realidade, pois temos 7 milhões de contaminados no mundo e mais de 400 mil mortos em quase 200 países e incontáveis prejuízos que em alguns locais irá demorar vários anos para voltar a normalidade, para o cotidiano na vida das pessoas”, disparou Silvio Fidélis.
Já o secretário de Saúde de Várzea Grande, Diógenes Marcondes, apontou que Várzea Grande vem desde janeiro adotando medidas em todos os sentidos para enfrentar a pandemia. “Todas as superpotências mundiais, exemplos em ciência e em saúde, passaram constrangimento e dificuldades e aqui não será diferente. As pessoas precisam entender que o coronavírus mata, então é necessário que ao menor sintoma de síndrome gripal, quando os casos são considerados leves, deve se procurar atendimento médico e imediatamente ir para o isolamento domiciliar. Se o quadro evoluir, passando para a condição de moderado, novamente procurar assistência médica para tratamento. Tudo isto para se evitar que o quadro chegue ao último estágio que é grave, pois já no moderado medidas como internação já são adotadas, tudo para se evitar a intubação ou medidas mais drásticas”, explicou o titular da Saúde de Várzea Grande.
Foto: Prefeitura VG
Mato Grosso
Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.
A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.
“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.
Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.
“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.
O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.
“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.
A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.
Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.
No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.
Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.
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