Mato Grosso

Jayme Campos afirma que votará a favor da PEC sobre prisão em segunda instância

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Da Redação

O senador de Mato Grosso, Jayme Campos (DEM) afirmou em entrevista coletiva durante a inauguração do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) na última segunda-feira (18) que irá votar favorável a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que trata da prisão em segunda instância.

De acordo com Jayme, a PEC deverá passar pelas comissões e seguir o caminho de praxe até chegar no senado onde deverá ser votado pelos senadores, o senador já antecipou seu voto e afirmou que votará a favor, afirmou ainda que a expectativa é que a proposta seja votada ainda este ano.

Ao ser questionado por uma jornalista se a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva iria acelerar o processo de votação, Jayme foi enfático ao dizer que o projeto deverá respeitar todo o processo regimental.

Para ser aprovado, o projeto precisa primeiro passar pelas comissões na Câmara Federal, posteriormente precisa ir para votação em dois turnos no plenário, onde deve ter pelo menos 308 votos favoráveis, após aprovada pelos deputados federais, a proposta vai para o Senado onde novamente vai a votação em dois turnos, onde precisa ter no mínimo 49 votos favoráveis dos senadores, após aprovado, a proposta vai para sanção do presidente da República.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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