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Impacto turístico e econômico de evento esportivo tem pesquisa inédita de avaliação em Cuiabá

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Da Redação

Pela primeira vez será possível conhecer os impactos turísticos e socioeconômicos proporcionados por um grande evento em Mato Grosso, por meio de uma pesquisa de campo. O levantamento é realizado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) durante os jogos da Liga das Nações de Voleibol, realizados em Cuiabá de 21 a 23 de junho.

“É uma pesquisa inédita em Mato Grosso e vai entender a movimentação econômica que o evento pode trazer.  A partir dela, poderemos saber de que forma o investimento público volta à sociedade, se além de possibilitar o acesso da população aos bens culturais e esportivos, contribui na geração de renda, na arrecadação e na visitação de sítios turísticos”, explica o secretário da Secel , Allan Kardec.

Nos três dias de jogos, cerca de 20 estagiários das áreas de economia, publicidade, direito, arquitetura, turismo e serviço social, fazem a pesquisa, utilizando um questionário com texto em português e em inglês. As perguntas incluem perfil do público, se morador ou visitante, motivações para participar do evento, gastos com transporte, hospedagem e alimentação e com serviços relacionados à cadeia criativa, como lugares visitados e produtos turísticos locais.

Esse tipo de pesquisa tem o objetivo de analisar o retorno social do investimento no turismo, economia e sociedade, conforme explica a coordenadora do escritório de gerenciamento de projetos da Secel, Veruska Almeida.

“Nós procuramos ouvir o público presente, primeiro pra saber da importância do evento do ponto de vista da sociedade, se o evento de voleibol vai incentivar a prática do esporte, se incentiva o desenvolvimento de política pública esportiva. E também saber sobre o retorno econômico e de que forma são impactados os serviços oferecidos na cidade, através do monitoramento de indicadores socioeconômicos, de atratividade de investimento e turismo”.

O público que respondeu a pesquisa viu com bons olhos a iniciativa governamental de procurar ter acesso aos efeitos da competição de porte mundial em Mato Grosso. “Muito bom pro Estado conhecer o resultado do evento”, comenta o entrevistado Edilon, que veio de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, somente para assistir aos jogos de voleibol, acompanhado de Conceição, cuja moradia se divide entre Cuiabá e Aracaju, em Sergipe.

Outros que também estão em Cuiabá motivados pela competição internacional de voleibol masculino são os amigos Fabrício, Ana e Claudete, de Sorriso, no interior de Mato Grosso. “É excelente esse tipo de e vento, nós mesmos só viemos pra cá por causa dos jogos da Liga das Nações. É maravilhoso. É um motivo para virmos e aproveitarmos a capital”, conta, entusiasmada, Ana.

Alguns ambulantes do entorno também foram entrevistados informalmente e, para a maioria, há uma diferença quando há eventos no Complexo Arena Pantanal, com melhoria significativa nas vendas de seus produtos.

A pesquisa trabalha com um número de questionários que permita um intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 5%, considerando um público potencial de 30 mil pessoas nos três dias de competição. Após a finalização do projeto, o relatório será colocado à disposição da sociedade.

“É um projeto piloto que terá sua metodologia aperfeiçoada para ser  utilizada e aproveitada em outros eventos esportivos e culturais em Mato Grosso”, conclui Veruska Almeida.

A Liga das Nações de Voleibol

Na etapa brasileira da competição internacional realizada em Cuiabá, participam as seleções masculinas de vôlei do Brasil, Bulgária, Alemanha e Rússia. Na sexta-feira (21.06) a seleção brasileira estreou vencendo a Bulgária por 3 sets a 1, enquanto a Rússia derrotou a Alemanha por 3×1. No sábado (22.06), o Brasil derrotou a Alemanha por 3×2, enquanto os russos venceram os búlgaros por 3×0.

A etapa cuiabana da competição termina neste domingo com os jogos entre Alemanha x Bulgária e Brasil x Rússia.

As partidas estão sendo realizadas no Ginásio Aecim Tocantins com ingressos a R$ 25 (meia) e R$ 50 (inteira) para arquibancada e de R$ 35 (meia) e R$ 70 (inteira) para cadeira. O ingresso é válido para os dois jogos que serão disputados em cada dia, sendo um às 17h e outro às 20h, está sendo vendido pela internet e na bilheteria do ginásio.

Para a realização da etapa da Liga das Nações em Cuiabá, a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) firmou parceria com Federação Mato-grossense de Voleibol, que é filiada à Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) – organizadora da competição. O recurso do apoio é oriundo do Fundo de Desenvolvimento Desportivo do Estado, ligado à receita da loteria esportiva.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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