Mato Grosso
Hospitais Regionais tem alta taxa de ocupação e reduz transferências para Capital
Mato Grosso
Da Redação
Nos três primeiros meses de 2019, a taxa de ocupação das unidades hospitalares administradas pelo Governo do Estado foi de cerca de 90% – índice considerado alto. Devido ao resultado, o número de transferências de pacientes para os hospitais de Cuiabá foi avaliado como reduzido.
Na última avaliação do Hospital Regional de Sorriso, por exemplo, a ocupação na unidade hospitalar chegou a 118%, sendo que foram realizados de 5.331 atendimentos no primeiro trimestre do ano, destes, 1.264 configuram como procedimentos cirúrgicos.
A secretária de Gestão Hospitalar, Deisi Bocalon, enfatizou que o levantamento foi realizado pela equipe de gestores da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT).
“Desde o início da atual gestão, o setor tem intensificado a realização das cirurgias. A expressiva maioria dos Hospitais Regionais – que têm o perfil de urgência, emergência e traumas – operam com uma taxa de ocupação superior a 85%; por isso, a quantidade de pacientes encaminhados para a Capital tem sido mínima e restrita aos procedimentos que realmente não são realizados nas unidades hospitalares do Estado”, pontuou a gestora.
Atualmente, o Estado de Mato Grosso responde por 10 Hospitais Regionais. Destes, sete (Colíder, Cáceres, Alta Floresta, Sorriso, Várzea Grande, Rondonópolis e Sinop) são geridos diretamente pela SES-MT e três (Água Boa, Barra do Bugres e Peixoto de Azevedo) administrados por Consórcios Intermunicipais.
O levantamento de atendimentos do Consorcio Intermunicipal de Saúde do Médio Araguaia, com sede em Água Boa e atendimento a mais de 11 municípios, registrou 1.174 internações e 651 cirurgias de janeiro a março. Os Hospitais Regionais de Sorriso, Colíder, Alta Floresta, Sinop, Rondonópolis, Cáceres e Metropolitano de Várzea Grande realizaram, no primeiro trimestre, um total de 39.041 atendimentos entre os serviços de internações, cirurgias e ambulatório médico.
Ainda conforme destaca a secretária adjunta, em menos de dois meses, a atual gestão estadual interveio em duas unidades – de Rondonópolis e Sinop –, anteriormente administrados por uma Organização Social de Saúde (OSS).
Mato Grosso
Saúde mental de servidores do sistema prisional é debatida em reunião
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) participou de uma reunião interinstitucional no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT) voltada à discussão das condições de trabalho, da saúde mental e da valorização dos profissionais que atuam no sistema prisional mato-grossense. Representando a instituição, a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou a necessidade de ampliar o olhar das instituições para o bem-estar dos servidores, diante dos elevados índices de adoecimento registrados na categoria.Durante o encontro, realizado na sexta-feira, 09/10, a procuradora de Justiça ressaltou que a valorização dos trabalhadores do sistema penitenciário é fundamental para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à execução penal. Segundo dados apresentados na reunião, 80% dos afastamentos por motivos de saúde registrados entre esses profissionais em 2025 estão relacionados ao sofrimento psíquico. “É muito importante que todas as instituições voltem um olhar para perceber o quanto esse servidor necessita ser valorizado”, afirmou Josane Guariente.Conduzida pelo presidente do TRT/MT, desembargador Aguimar Peixoto. Também participaram das discussões o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, o coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), juiz Geraldo Fidelis Neto, representantes sindicais e gestores ligados à política prisional.O objetivo da reunião foi ampliar a participação dos profissionais que atuam diretamente nas unidades prisionais nas discussões e ações previstas pelo Plano Pena Justa. Iniciativa nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de promover melhorias estruturais e institucionais no sistema prisional brasileiro, incluindo ações voltadas à valorização dos profissionais que atuam nas unidades penais.A pauta contemplou as demandas de policiais penais e de outros profissionais essenciais ao funcionamento do sistema, como psicólogos, médicos, dentistas e psiquiatras. Como encaminhamento, foi definida a realização de uma audiência pública para aprofundar o debate sobre saúde, condições de trabalho e valorização dos servidores do sistema prisional. A expectativa é que o evento ocorra em dezembro, reunindo instituições e profissionais envolvidos na temática.Informações: TRT-MT
Fonte: Ministério Público MT – MT
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