Mato Grosso

Homem persegue ex-mulher até a Delegacia da Mulher e é preso por agressão e ameaça

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

Na manhã da última segunda-feira (27), um homem foi preso em flagrante após ameaçar a ex mulher dentro da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá (DEDM). A vítima estava no local para registrar uma denúncia de agressão.

A vítima relato que conviveu com o homem por 12 anos e tem dois filhos. Durante esse período, sofreu diversas agressões físicas e verbais, ela pediu a separação e saiu da residência, indo morar na casa de sua mãe, mas o ex-companheiro não aceitava a separação. Na segunda-feira, início da manhã, a vítima foi até sua residência para buscar roupas, quando o agressor, de 27 anos, arrombou o portão e entrou, passando a ameaçar e acusar a mulher de traição. Ele ainda pegou uma faca para feri-la e tomou seu celular. A vítima conseguiu escapar das agressões e fugiu para buscar ajuda.

No momento que a vítima estava na delegacia para registrar a denúncia contra o agressor, ele ligou pedindo perdão e uma oportunidade para conversar. Logo depois, ele chegou à unidade policial informando que queria fazer um registro de ocorrência, mas ser solicitado um documento de identificação disse que ia buscá-lo e ficou nas imediações da delegacia. A todo o momento, o homem olhava pelo local como se estivesse procurando a vítima.

Após ser identificado como o agressor da vítima que estava em atendimento na delegacia, o homem foi detido pela equipe da DEDM e depois autuado por ameaça e injúria real. Ele foi encaminhado para realização de exame de corpo de delito e nesta terça-feira (28) será apresentado em audiência de custódia na justiça.

“Mesmo depois do cometimento do crime, o agressor usa de audácia para ameaçar a vítima, que já está em pânico, sabendo que ele estava no local à procura dela. A vítima nessa condição fica fragilizada, com medo e pode desistir de buscar ajuda,” destaca a delegada Jozirlethe Magalhães Criveletto, informando que o agressor tem diversas criminais.

Foto: SECOM-MT

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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