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Homem mata esposa e esconde corpo na propriedade da mãe em MT

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Da Redação

O corpo da jovem Nayara Rodrigues, 23 anos, foi encontrado enterrado no Assentamento Maria Tereza, em Riberião Cascalheira  (900 km de Cuiabá). A Polícia Militar (PM) encontrou o cadáver em decomposição, após denúncia da sogra que encontrou moscas voando e mau cheiro na  propriedade. 

Segundo a Polícia Judiciária Civil, Nayara e seu companheiro Edilson Camilo Pinto Filho, 27 anos, estavam desaparecidos desde 27 de março (sábado). A sogra da vítima disse que não tinha notícia do casal há três dias e, na ultima segunda-feira (29), andava pela sua propriedade e foi até os fundos, onde tem uma casa, que o filho e a nora costumavam utilizar em lazer. 

No local, ela percebeu moscas voando próximas à porta de entrada, um mau cheiro forte, e que a chave estava na porta. Diante disso, ela se afastou e chamou a polícia. 

Os militares  encontraram a jovem caída dentro da casa. Foram encontradas marcas de sangue no piso da cozinha, e no quarto sobre a cama. Em um berço estavam duas armas semelhantes a carabina de pressão.

O principal suspeito do crime é seu companheiro Edilson, que está desaparecido.

O caso é investigado pela Polícia Civil.

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Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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